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'Vacina de vento': secretário de Saúde do Rio diz que foi avisado pela mídia sobre seringas vazias

O secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves, disse que não foi notificado oficialmente sobre o caso da falsa vacinação de idosos: "Fui avisado pela mídia".
Sputnik

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação para apurar possíveis falsas aplicações de doses de vacinas contra a COVID-19 em cidades do estado. Segundo imagens feitas por familiares de idosos levados para serem vacinados, profissionais de saúde teriam aplicado doses vazias do imunizante. 

Os casos ocorreram em Petrópolis, Rio de Janeiro e Niterói. A suspeita é de que os funcionários tenham fingido dar a vacina para desviar a dose para proveito próprio ou alheio, o que configuraria crime de peculato. 

"Me preocupa a não ação imediata. Demorou a chegar aos órgãos de controle e à polícia. Eu fui avisado pela mídia. Em nenhum momento chegou qualquer notificação dos municípios", disse Chaves em entrevista para a Rede Globo.

'Não podemos aceitar'

O secretário afirmou ainda que o "sentimento" causado pelos fatos é de "tristeza".

"A que ponto chega a capacidade do ser humano de tomar uma ação desse tipo?", disse. "Em um dos casos que eu vi, o técnico não tinha condição de aplicação, ou por imperícia ou por dolo. Não podemos aceitar que isso vire normal. Os idosos ficam numa situação muito frágil", acrescentou. 

Além do Rio de Janeiro, há suspeitas de aplicações falsas de vacinas em pelo menos outros dois estados, Goiás e Alagoas. O Conselho Federal de Enfermagem disse que apura a possível prática do crime, que pode levar à perda do registro profissional da atividade.

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