Ex-premiê da Bélgica faz duras críticas à vacinação na União Europeia: 'Fiasco'

"Fiasco". É assim que o ex-primeiro-ministro da Bélgica Guy Verhofstadt avalia a condução da vacinação contra a COVID-19 na União Europeia.
Sputnik

O ex-premiê e atual membro do Parlamento Europeu não poupou críticas a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Verhofstadt acusa von der Leyen de "prolongar drasticamente a pandemia de COVID-19 na Europa continental" com medidas muitas vezes mal pensadas.

"Eu chamei de fiasco e é fiasco. Após dois meses, a distribuição de vacinas é dramaticamente baixa na Europa. Em média, não mais do que 4% dos cidadãos europeus receberam a primeira dose", disse Verhofstadt ao jornal britânico The Times.

Entre as atitudes mal pensadas, o ex-premiê belga destacou a autorização de exportação de vacinas que foi anunciada no final de janeiro. O ex-líder da Bélgica não está nada satisfeito com o fato de a aquisição de imunizantes por parte dos países do bloco europeu ter de permanecer limitada à gestão da Comissão Europeia.

"A União Europeia [UE] é líder mundial na produção de vacinas, mas há falta de abastecimento em todos os países da UE. É uma carência não vista nas mesmas proporções dramáticas nos Estados Unidos, Canadá ou Reino Unido. Nos Estados Unidos, quase 10% da população recebeu a primeira vacina. No Reino Unido, 20%", argumentou Verhofstadt.

De acordo com Verhofstadt, a Comissão Europeia precisa agora "renegociar [acordos sobre as vacinas], com compromissos vinculativos e prazos obrigatórios, e acelerar a autorização das próximas vacinas".

Ex-premiê da Bélgica faz duras críticas à vacinação na União Europeia: 'Fiasco'

A União Europeia, cujos países somam uma população de cerca de 445 milhões, administrou a primeira dose em 21,7 milhões de pessoas – o que corresponde a 4,7% da população do bloco europeu. Em proporção, o bloco é o sexto na corrida mundial pela vacinação, atrás de Israel (que imunizou 76,3% de sua população), Emirados Árabes Unidos (51,4%), Reino Unido (23,3%), EUA (15,8%) e Chile (11,2%).

O bloco europeu está logo à frente de China (2,8%), Rússia (2,7%) e Brasil (2,5%). Todos os números são do site Our World in Data.

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