Medida recíproca: diplomata da Albânia tem 72 horas para deixar a Rússia

Nesta segunda-feira (8), o embaixador da Albânia na Rússia foi convidado ao MRE russo, onde recebeu uma nota de classificação da primeira-secretária da embaixada albanesa como "persona non grata", que deve sair em breve da Rússia.
Sputnik

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou ter classificado a primeira-secretária da Embaixada da Albânia em Moscou como "persona non grata", dando 72 horas para que ela saísse do país.

"Em 8 de fevereiro, o embaixador da Albânia [Arben] Gazioni foi convidado ao MRE da Rússia, onde lhe foi entregue uma nota do ministério sobre anúncio de 'persona non grata' em relação à primeira-secretária da Embaixada da Albânia em Moscou, Yonida Drogu. Foi exigida à funcionária indicada a saída do território da Federação da Rússia em 72 horas", segundo o comunicado do MRE russo.

Destaca-se que a decisão russa é uma "resposta à decisão da Albânia de expulsar do país sob um pretexto completamente inventado o primeiro-secretário da embaixada da Albânia em Tirana".

"As ações do lado albanês são observadas como provocação para obter pontos políticos em condições de campanha eleitoral começada na Albânia, alinhar às forças antirrussas no Ocidente e obter apoio delas. As ações do lado albanês contradizem as garantias de Tirana sobre intenção de desenvolver relações amistosas entre nossos países e, de fato, retiram a perspectiva de superar a estagnação nos assuntos bilaterais. Tal inconsistência merece arrependimento", de acordo com a chancelaria russa.

Em janeiro, Tirana declarou o funcionário da embaixada russa Aleksei Krivosheev como "persona non grata", acusando-o de violação de medidas de prevenção da COVID-19. Por sua vez, a missão diplomática russa chamou as acusações de injustificadas e sublinhou que a indicação do nome e sobrenome do diplomata expulso "contradiz flagrantemente a prática diplomática internacional estabelecida".

Em 5 de fevereiro, a chancelaria russa informou ter classificado três diplomatas europeus da Alemanha, Polônia e Suécia como "personae non gratae", indicando participação dos mesmos em protestos sem autorização das autoridades em prol do opositor Aleksei Navalny, que decorreram em várias cidades da Rússia.

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