Movimento Black Lives Matter é indicado ao Nobel da Paz

O movimento "Black Lives Matter", que ganhou projeção no ano passado com protestos antirracistas nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por um parlamentar norueguês.
Sputnik

Apesar da violência e depredação do patrimônio público observada durante os protestos do Black Lives Matter no ano passado, situação que dividiu opiniões nos EUA, o movimento segue com prestígio internacional.

Para Petter Eide, deputado considerado progressista na Noruega, o Black Lives Matter "se tornou um dos [movimentos] mais poderosos do mundo na luta contra a injustiça racial".

"Começou há alguns anos nos Estados Unidos, depois espalhou-se por muitos outros países, sensibilizando para a importância do combate às injustiças raciais", continuou.

Após a morte de George Floyd, assassinado por um policial branco em maio de 2020 nos Estados Unidos durante uma batida policial, o Black Lives Matter, um coletivo de pessoas negras nos EUA sem uma liderança definida, convocou muitas instituições ao redor do mundo a exigir mudanças e melhor representação.

Segundo Petter Eide, o grupo "abriu o debate e [atraiu] a atenção de muitos países". A história do coletivo começa em 2013, após a absolvição de George Zimmerman no assassinato a tiros do adolescente negro Trayvon Martin. O movimento voltou a ganhar notoriedade por suas manifestações de rua após a morte, em 2014, de dois jovens negros nos EUA: Michael Brown, resultando em protestos e distúrbios em Ferguson; e Eric Garner, na cidade de Nova York.

As candidaturas para o Nobel da Paz, escreve a Rádio França Internacional, podem ser apresentadas por parlamentares e ministros de todos os países. As inscrições, que devem ser enviadas até o prazo final de 31 de janeiro, geralmente são mantidas em segredo, a menos que seus promotores decidam divulgar sua escolha.

Indicações até agora

Entre os indicados até agora, há outros nomes que também causam polêmica. Julian Assange, o polêmico fundador do Wikileaks, é um deles. A rede internacional de verificadores de fatos, a International Fact-Checking Network (IFCN, na sigla em inglês), é mais um desta lista, que conta, inclusive, com ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

O Nobel da Paz será outorgado no início de outubro.

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