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Irritado, Bolsonaro diz que leite condensado é para 'enfiar no r*** da imprensa' (VÍDEO)

O presidente Jair Bolsonaro irritou-se nesta quarta-feira (27) com a divulgação de detalhes sobre os gastos do governo federal com alimentos em 2020.
Sputnik

Bolsonaro participou de um almoço em uma churrascaria de Brasília com alguns apoiadores, como os cantores Netinho, Naiara Azevedo, Amado Batista e Sorocaba, o pai do jogador Neymar, além dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Gilson Machado (Turismo), Fábio Faria (Comunicações) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Ninguém é visto usando máscara nas imagens.

"Quando eu vejo a imprensa me atacar, dizendo que comprei dois milhões e meio de latas de leite condensado, vai para a p***, imprensa de m***! É pra enfiar no r*** de vocês da imprensa essas latas de leite condensado", afirmou o presidente.

Após as declarações, Bolsonaro é louvado aos gritos de "mito" pelos seus apoiadores.

​Bolsonaro rebateu ainda dizendo que os produtos não são destinados à Presidência da República.

"Não é para a Presidência da República essa compra de alimentos até porque nossa fonte é outra. São para alimentar 370 mil homens do Exército Brasileiro e também programas de alimentação via Ministério da Cidadania, também alimentação via Ministério da Educação, entre tantos e tantos outros. Essas acusações levianas não levam a lugar nenhum, e se me acusam disso é sinal que não tem do que me acusar", declarou.

O governo federal gastou mais de R$ 1,8 bilhão em compras de alimentos em 2020, 20% a mais do que o gasto em 2019. O levantamento foi publicado pelo portal Metrópoles, com base no Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia.

Só em alfafa, foram gastos mais de um milhão de reais (R$ 1.042.974,22). Em farelo, mais de 3 milhões (R$ 3.897.145,01). Com leite condensado, foram gastos mais de 15 milhões (R$ 15.641.777,49).

O Ministério da Defesa é a pasta que efetuou a maior parte das compras, com os montantes mais altos, R$ 632 milhões no total. O Ministério da Educação aparece em segundo com R$ 60 milhões em compras de alimentos.

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