Após registrar prejuízo recorde, Boeing atrasa pela 3ª vez lançamento do modelo 777X

A Boeing registrou uma perda anual recorde devido à pandemia do novo coronavírus e as consequências de uma crise de segurança de dois anos sobre seu modelo 737 Max.
Sputnik

A Boeing afirmou nesta quarta-feira (27) que o modelo 777X deve entrar em serviço apenas no final de 2023. Este é o terceiro adiamento do lançamento do modelo, que é considerado pela companhia como o maior avião bimotor e o mais eficiente do mundo.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que a empresa divulgou que registrou um prejuízo líquido recorde em 2020: US$ 11,94 bilhões (aproximadamente R$ 64,38 bilhões), informa a agência Reuters.

"2020 foi um ano de profunda ruptura social e global que restringiu significativamente nossa indústria", disse o presidente-executivo da Boeing, Dave Calhoun, em comunicado reproduzido pela mídia.

A Boeing afirmou que espera retomar a entrega de aeronaves 787 aos clientes em algum momento de 2021, embora as entregas não devam se recuperar aos níveis de 2019 até pelo menos 2024, de acordo com analistas ouvidos pela agência.

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Série de acidentes

No dia 29 de outubro de 2018, uma aeronave Boeing 737 MAX 8 da companhia aérea low cost indonésia Lion Air, que havia decolado de Jacarta para uma ilha perto de Sumatra, caiu no mar matando 189 pessoas a bordo. Em março de 2019, uma aeronave semelhante da Ethiopian Airlines também caiu, causando a morte de 157 pessoas.

Após os acidentes, cerca de 20 países fecharam o seu território às aeronaves deste modelo, muitas companhias aéreas suspenderam a operação do Boeing 737 MAX.

A China, que foi a primeira a proibir o avião, em março de 2019, e que representa um quarto das vendas do MAX, não disse ainda quando vai suspender a proibição. A União Europeia suspendeu sua própria proibição de voos do 737 MAX nesta quarta-feira (37).

Em dezembro de 2020, a Gol se tornou a primeira companhia aérea do mundo a voltar a voar comercialmente com o Boeing 737 MAX. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a ordem de proibição de voo do 737 MAX no final de novembro, após uma decisão semelhante da Administração de Aviação Federal dos EUA.

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