Cientistas revelam substâncias que diminuiriam probabilidade de morrer de COVID-19

Um estudo que dividiu pacientes com COVID-19 em quatro grupos revelou que um maior nível de ácidos gordurosos ômega-3 reduz a resposta inflamatória excessiva e consequente vulnerabilidade à doença.
Sputnik

Cientistas dos EUA descobriram que pessoas com um alto índice de ácidos gordurosos ômega-3 têm um risco significativamente menor de morrer de COVID-19 do que pacientes com um déficit desta substância, de acordo com um estudo publicado na revista Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Ácidos Gordurosos, na Dakota do Sul, e do Centro Médico de Cedars-Sinai, na Califórnia, EUA, processaram os dados no software OmegaQuant Analytics, que agrupou 100 pacientes com COVID-19 em quatro grupos de acordo com o Índice Ômega-3 (O3I, na sigla em inglês, que mede o EPA, ou nível de ácido eicosapentaenoico, e o DHA, ou ácido docosaexaenoico).

Entre eles a equipe registrou 14 mortes, 13 das quais ocorreram no grupo com o menor índice de O3I, menos de 5,7%. Uma análise de regressão, ajustada para idade e gênero, mostrou que os que faziam parte desse grupo tinham quatro vezes maior probabilidade de morrer do que os com níveis mais altos de O3I.

"Embora este estudo piloto não atenda aos limites padrões de significância estatística, ele, juntamente com uma riqueza de evidências dos efeitos anti-inflamatórios dos ácidos gordurosos EPA e DHA, sugere fortemente que os ácidos gordurosos marinhos disponíveis podem reduzir o risco de resultados adversos na COVID-19", disse Arash Asher, autor principal deste estudo, ao portal EurekAlert.

Os cientistas creem que baixos níveis de ômega-3 podem estar ligados ao alto risco de morte por COVID-19, enquanto altos níveis preveem a presença de proteção contra variantes graves do curso da doença com liberação rápida de citocinas inflamatórias.

Eles atribuem isso ao fato de que esses ácidos gordurosos, encontrados no óleo de peixe, têm potente atividade biológica e efeitos anti-inflamatórios, atenuando a tempestade de citocinas, uma resposta inflamatória excessiva que é uma das principais causas de morte da COVID-19.

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