Vestígios de supernova: Hubble determina tempo e local de grande catástrofe espacial (FOTO)

O Hubble observou jatos gasosos irradiados de explosão da supernova em galáxia satélite da Via Láctea, segundo publicação no site oficial do telescópio espacial desta sexta-feira (15).
Sputnik

Estudando forma, velocidade e rumo do movimento dos escombros emitidos, astrônomos conseguiram identificar o local e o tempo da mesma explosão. A luz da explosão deve ter atingido a Terra há 1.700 anos.

Os pesquisadores usam imagens dos vestígios de supernovas para restaurar a cadeia de antigos eventos no espaço. O telescópio espacial da NASA e da ESA Hubble capturou os restos da supernova 1E 0102.2-7219, localizada a cerca de 200 mil anos-luz de distância de nós.

A estrela que explodiu pertence à Pequena Nuvem de Magalhães, isto é, uma galáxia satélite da Via Láctea. Na imagem do Hubble, os jatos gasosos azuis estão se movendo rumo à Terra, e os vermelhos – se afastando de nós. A velocidade média dos jatos gasosos, segundo cientistas, atinge 3,2 milhões de quilômetros por hora. A uma velocidade como essa, dá para ir e voltar da Lua em apenas 15 minutos.

Vestígios de supernova: Hubble determina tempo e local de grande catástrofe espacial (FOTO)

Os jatos são compostos por oxigênio ionizado que brilha na luz. Pesquisando arquivos de imagens do Hubble, os cientistas seguiram o movimento inverso de 22 aglomerados e identificaram o local da suposta explosão. Levando em consideração a velocidade e a possibilidade de desaceleração enquanto passam por matéria interestelar, os pesquisadores calcularam a idade da supernova.

Segundo dados atualizados, a luz desta explosão atingiu a Terra 1.700 anos atrás, durante a crise no Império Romano, mas só os habitantes do Hemisfério Sul puderam ver a luz da supernova. Infelizmente, não há nenhuma data escrita que testemunharia este grande evento espacial.

Vale destacar que era considerado que a explosão da supernova 1E 0102.2-7219 tivesse acontecido em um intervalo de dois mil e mil anos atrás. A nova análise dá uma data mais precisa.

Além do mais, os autores avaliaram a velocidade da assumida estrela de nêutrons, ou seja, o núcleo fragmentado da supernova que foi jogado da explosão. A estrela já teria sido descoberta com ajuda do telescópio do Observatório de Raios X Chandra, da agência espacial norte-americana NASA.

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