Atiradores matam 3 soldados das forças de paz da ONU na República Centro-Africana

Homens armados não identificados atacaram as forças de paz da ONU na República Centro-Africana, deixando três mortos e dois feridos, informou neste sexta-feira (25) o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas.
Sputnik

"O Secretário-Geral condena veementemente os ataques de hoje [25] de combatentes armados não identificados contra as forças de defesa e segurança nacionais centro-africanas e da Missão de Estabilização Integrada Multidimensional das Nações Unidas na República Centro-Africana [MINUSCA]", disse Stéphane Dujarric em um comunicado publicado nesta sexta-feira (25).

"Três soldados da paz do Burundi foram mortos e outros dois ficaram feridos", acrescentou o porta-voz de António Guterres. 

O secretário-geral António Guterres condena nos mais duros termos os ataques de hoje (25) cometidos por homens não identificados contra as forças de defesa e segurança da República Centro-Africana e os soldados de paz da ONU.

De acordo com Dujarric, o secretário-geral da ONU expressou condolências às famílias dos soldados de paz falecidos, assim como ao povo e ao governo do Burundi. Guterres também desejou uma rápida recuperação aos feridos.

"O Secretário-Geral relembra que os ataques contra as forças de paz das Nações Unidas podem constituir um crime de guerra. Ele apela às autoridades da República Centro-Africana para investigarem esses ataques hediondos e levarem rapidamente os responsáveis à justiça", ressaltou o porta-voz.

Guterres também reafirmou através de Dujarric que as Nações Unidas estão comprometidas a cooperar com parceiros nacionais, regionais e internacionais para apoiar os esforços de reconciliação na República Centro-Africana.

As tensões na República Centro-Africana, um país dilacerado pelo conflito, aumentaram significativamente na semana passada em meio à disputa em andamento entre o governo e o ex-presidente François Bozize, que conta com o apoio de milícias armadas. O governo acredita que Bozize está tramando um golpe depois que lhe foi negado o direito de concorrer nas próximas eleições presidenciais.

Bozize foi deposto e exilado por rebeldes em 2003. Em 2019, voltou ao país e afirmou que se candidataria às eleições, mas foi obstruído pelos tribunais, que alegaram que o ex-presidente falhou na qualificação de "boa moralidade", pois possui um mandado de prisão expedido contra ele e também sanções da ONU.

Comentar