Nova Zelândia terá pela 1ª vez em sua história uma chanceler de origem maori

Parlamento do país governado por Jacinda Ardern é um dos mais diversificados do mundo com quase metade dele de mulheres e 10% de representantes da população LGBTQ.
Sputnik

Pela primeira vez em sua história a Nova Zelândia terá não só uma mulher como ministra das Relações Exteriores, mas também de origem maori, povo nativo do país. A deputada Nanaia Mahuta foi nomeada nesta segunda-feira (2) pela primeira-ministra Jacinda Ardern, informou a rede de TV a cabo CNN.

Mahuta é parte dos 793 mil maoris, cerca de 14% dos cinco milhões de neozelandeses deste arquipélago na Oceania. E leva no rosto essa tradição. Há quatro anos, ela se tornou a primeira parlamentar a usar um moko kauae, uma tatuagem no queixo.

Jacinda Ardern, reeleita para o cargo no dia 16 de outubro, anunciou seu gabinete completo e deu entrevista coletiva em seguida.

"Este é um gabinete e um Executivo que se baseiam em méritos que também são incrivelmente diversos e eu me orgulho disso. Eles refletem a Nova Zelândia que os elegeu", declarou.

A grande vitória de Ardern se explicou, em parte, à forma como seu governo conduziu a crise da COVID-19 no país um pouco maior do que o estado de São Paulo. A Nova Zelândia teve, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 1.607 casos e 25 mortes.

A resposta das urnas foi inédita. Seu Partido Trabalhista de centro-esquerda recebeu 49% dos votos e ganhou 64 das 120 cadeiras do Parlamento, maioria absoluta primeira vez desde que o atual sistema político passou a valer em 1996.

O novo Parlamento neozelandês é um dos mais diversificados do mundo. Quase metade dos legisladores são mulheres, acima da média global de 25%. E cerca de 10% dos legisladores são LGBTQ, ultrapassando a Câmara dos Comuns do Reino Unido que tem 7% de representantes de outras orientações sexuais.

Nanaia Mahuta foi eleita pela primeira vez para o Parlamento em 1996 e já tinha ocupado várias pastas, incluindo a de ministra do Governo Local e Desenvolvimento Maori.

"Tenho o privilégio de poder conduzir a conversa no espaço estrangeiro", disse Mahuta de 50 anos.
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