Comissão de debates nos EUA vai cortar o microfone de candidato enquanto o adversário fala

Decisão foi tomada para evitar que o próximo encontro entre os presidenciáveis, na quinta-feira (22), seja marcado por interrupções durante os discursos.
Sputnik

A comissão organizadora dos debates para presidência nos EUA decidiu na noite de segunda-feira (19) que vai cortar o microfone dos candidatos quando for a vez do adversário falar. As informações foram publicadas no site The Hill.

A determinação entra em vigor especialmente para o último debate, que acontece nesta quinta-feira (22), antes das eleições norte-americanas, marcadas para o dia 3 de novembro.

O encontro vai durar 90 minutos e vai ser dividido em seis blocos de 15 minutos cada.

Em uma primeira etapa, cada candidato vai ter dois minutos de fala, sem interrupções do adversário. Depois, o cronograma abre espaço para discussão aberta, e o moderador não vai poder cortar o microfone dos oponentes. A comissão garante, porém, que se houver longa interrupção, o tempo será descontado.

As medidas tomadas para garantir uma discussão melhor ordenada estavam em análise desde o final de setembro, quando Donald Trump e Joe Biden debateram pela primeira vez. Na ocasião, o encontro foi marcado por interrupções e ataques entre os candidatos.

Ainda de acordo com publicação do site The Hill, a comissão de debates defendeu em um programa de rádio nesta terça-feira (20) a decisão do painel de silenciar os microfones dos candidatos presidenciais durante as respostas iniciais de dois minutos de seus oponentes.

Frank Fahrenkopf, copresidente da comissão, afirmou que "não é uma regra nova. As campanhas acertaram no início, desde junho deste ano, quando anunciamos quais seriam os formatos para os debates. E os dois concordaram com isso".

Na noite de segunda-feira (19), a equipe de campanha do presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu uma carta à Comissão de Debates Presidenciais na qual exigiu que o último debate contra o candidato democrata Joe Biden se concentre no tema da política externa.

​Nossa carta para o Comissão de Debate do Biden.

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