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Pantanal registra em setembro maior número de focos de incêndios desde 1998, aponta INPE

Com 6.048 registros, o Pantanal já acumula em setembro maior número mensal de focos de incêndios desde 1998, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (24). 
Sputnik

A contagem vai de 1º de setembro até a última quarta-feira (23). Ou seja, os números devem aumentar ainda mais até o fim do mês. Na comparação com setembro do ano passado, quando foram registrados 1.944 focos de incêndios, o crescimento é de 109%. 

Em relação à média histórica do mês, os números atuais são 211% maiores. O recorde mensal anterior tinha sido registrado em agosto de 2005, com 5.993 focos de incêndios. A série histórica do INPE teve início em 1998. 

Em agosto passado foi contabilizado o segundo maior número de incêndios para o mês desde o início da série. Em julho houve recorde de queimadas. O ano de 2020 já atingiu o maior número de focos de incêndios (16.201), superando o registrado em 2005 (12.536).

Devastação atinge refúgio de onças-pintadas

Perícias realizada na região indicam que parte dos incêndios foram provocados por ação humana. Além disso, o bioma enfrenta um período de estiagem que agrava o problema. Nos últimos dias, choveu no Pantanal, mas não o suficiente para apagar o fogo. 

A devastação causada pelas queimadas atinge santuários ecológicos e reservas de animais símbolos da região, como o Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio da onça-pintada

Segundo o INPE, a perda de cobertura florestal no bioma até 31 de agosto é de 12%, o que representa 18,6 km². 

Em seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil é "vítima de de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal". 

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