Colômbia acusa Venezuela de querer obter mísseis de longo alcance através do Irã, mas Caracas nega

Presidente colombiano Iván Duque disse em videoconferência que, segundo informações de inteligência, Caracas está interessada em obter mísseis de médio e longo alcance através do Irã.
Sputnik

Durante a videoconferência, Duque abordou questões de seus quase dois anos de governo, assim como o tema da Venezuela.

"Há informações de organismos internacionais de inteligência, que trabalham conosco, que mostram que há um interesse da ditadura de Nicolás Maduro em adquirir alguns mísseis de médio e longo alcance através do Irã. A informação é que [os mísseis] ainda não chegaram [ao território venezuelano]", publicou o jornal La Nacion, citando Duque.

Além disso, Duque acusou o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, de estar à frente das "aproximações" com o Irã para supostamente obter tais mísseis, que viriam de terceiros países.

Reação venezuelana

Em tom de crítica, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, acusou Duque de usar as afirmações como manobra para distrair a atenção do povo colombiano.

Na Colômbia não cessam os massacres, a violência desenfreada, o narcotráfico incontrolável. Se somarmos a isso sua catastrófica e impopular gestão e ter seu chefe [referência ao ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, em prisão domiciliar] na cadeia por ser paramilitar, Iván Duque volta às infâmias e ficção antivenezuelana para distrair a opinião pública.

As relações entre a Colômbia e a Venezuela têm vivido momentos de tensão. Neste ano, lanchas das Forças Armadas colombianas foram encontradas em território venezuelano, perto da fronteira, armadas com metralhadoras.

Enquanto isso, Caracas acusa Bogotá de envolvimento na frustrada tentativa de invasão à Venezuela, a chamada Operação Gideon, ocorrida em 3 de maio.

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