EUA tentam 'encobrir erros no Afeganistão' ao acusar o Irã de apoio ao Talibã, diz oficial iraniano

O Irã emitiu uma negação veemente após reportagens da mídia dos EUA o acusarem de pagar militantes ligados ao Talibã (grupo proibido na Rússia) para atacar as forças norte-americanas no Afeganistão, chamando a alegação de desinformação infundada.
Sputnik

A rede estadunidense CNN informou na segunda-feira (17) que o governo iraniano forneceu dinheiro a um grupo terrorista ligado ao Talibã, a rede Haqqani, em troca de seis ataques contra os EUA e as forças da coalizão no Afeganistão no ano passado. A alegação veio de fontes não identificadas dentro da comunidade de inteligência dos EUA.

Descrevendo a alegação de recompensa "completamente falsa", o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, disse que o relatório visa fornecer uma cortina de fumaça para a ocupação de quase 20 anos do Afeganistão por Washington.

"Os EUA, que não têm resposta para as famílias de seus soldados mortos no Afeganistão, procuram encobrir seus erros de cálculo no Afeganistão por meio da propaganda da mídia", afirmou Khatibzadeh.

O funcionário iraniano exortou Washington a "agir com responsabilidade" e acabar com sua "presença catastrófica" no Afeganistão, em vez de culpar outros pelo conflito sangrento e caro.

Uma acusação semelhante de um programa de recompensas do Talibã foi feita contra a Rússia em junho. No entanto, uma reportagem do jornal The New York Times foi examinada depois que altos oficiais militares testemunharam que não havia evidências suficientes para sugerir que o Kremlin estava dando dinheiro ao grupo militante.

Comentar