COVID-19: pressionadas por Trump para vacina, autoridades dos EUA minimizam Sputnik V

As principais autoridades de saúde dos EUA insistem que estão esperando por uma vacina "segura e eficaz" contra COVID-19, sugerindo que o protagonismo da Rússia é nada mais do que um complô para "incitar os EUA a forçar uma ação precoce sobre nossas vacinas".
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"O objetivo não é ser o primeiro com uma vacina, o objetivo é ter uma vacina que seja segura e eficaz para o povo americano e o mundo", disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Alex Azar, à ABC na terça-feira (11), exigindo dados de teste "transparentes" da fase três.

O comissário da Agência de Medicamentos e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), Scott Gottlieb, foi mais direto em sua crítica à vacina contra o novo coronavírus da Rússia, sugerindo que "as notícias de hoje de que eles 'aprovaram' uma vacina equivalente aos dados da fase um podem ser outro esforço para levantar dúvidas [no desenvolvimento de vacinas nos EUA] ou incitar [os] EUA a forçar uma ação precoce em nossas vacinas", escreveu ele no Twitter.

A ironia das autoridades de saúde dos EUA criticando a velocidade do desenvolvimento da vacina na Rússia parecia contraditória.

O programa de desenvolvimento de vacinas da própria administração do presidente Donald Trump, chamado Operação Warp Speed (Velocidade Dobrada), foi criticado até mesmo pelos mais fervorosos impulsionadores de vacinas do país por seu cronograma "inseguro", que foi reduzido de um ambicioso cronograma projetado de 18 meses para "talvez antes da eleição" de novembro.

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Os EUA e o Reino Unido encomendaram milhões de doses de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, com autoridades declarando que esperam receber as primeiras doses já em outubro. Outra vacina candidata, da recém-chegada Moderna, desencadeou sérios efeitos colaterais em uma grande parte dos testados, mas foi alardeada como uma salvadora em potencial. A FDA espera aprovar uma vacina até dezembro.

A Rússia se tornou o primeiro país a conceder aprovação regulatória a uma vacina para o novo coronavírus na terça-feira (11), quando o presidente Vladimir Putin anunciou que a fórmula desenvolvida no Instituto de Pesquisa Gamalei tinha "passado por todos os testes necessários" e estava pronta para ser distribuída aos profissionais de saúde.

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