Chefe da OMS cobra jovens em meio ao surto da COVID-19: 'Você realmente precisa festejar?'

Os jovens devem restringir os seus instintos para ajudar a prevenir novos surtos da COVID-19, disseram autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (5).
Sputnik

Cansados ​​de bloqueios e ansiosos para aproveitar o verão do Hemisfério Norte, os jovens de alguns países vêm contribuindo para o ressurgimento de focos da pandemia, reunindo-se novamente para festas, churrascos e feriados.

Mesmo em Genebra, na Suíça, onde o corpo de saúde da ONU está sediado, cabarés e clubes foram fechados na semana passada após evidências de que quase metade dos novos casos vinha de lá.

"As pessoas mais jovens também precisam aceitar que têm uma responsabilidade", afirmou o chefe de emergências da OMS e pai de três filhos, Mike Ryan, em uma discussão on-line. "Faça a si mesmo a pergunta: eu realmente preciso ir a essa festa?".

É menos provável que os jovens sofram uma forma grave da doença respiratória do que seus pais ou avós, mas a proporção de infectados com idades entre 15 e 24 anos aumentou três vezes em cerca de cinco meses, segundo dados da OMS.

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Ryan disse que os jovens costumam ser reticentes em fornecer detalhes ou divulgar nomes de amigos para contatar portadores. "É difícil, mas é o necessário para interromper o vírus", explicou ele.

Os jornais suíços informaram que em uma boate em Zurique da qual surgiram casos recentemente, os foliões deram nomes falsos, incluindo "Pato Donald".

Além de reduzir os riscos para outros, a epidemiologista da OMS Maria Van Kerkhove declarou que os jovens devem ter cuidado, pois mesmo uma versão leve da doença pode ter consequências a longo prazo.

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