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Flexibilização em xeque? Florianópolis fecha shoppings; mortalidade cresce no RJ

Após várias cidades e estados do Brasil iniciarem flexibilização da quarentena imposta para conter a epidemia do coronavírus, mortalidade cresce em alguns lugares e governos recuam em abertura. 
Sputnik

Em Santa Catarina, Florianópolis publicou decretos voltando a fechar shoppings e academias após alta de casos da COVID-19. Ao todo, quatro cidades da Grande Florianópolis (além de capital, São José, Palhoça e Biaguaçu) impuseram novas restrições ao comércio e à circulação de pessoas, além de medidas rígidas para tentar conter a disseminação do vírus. 

Em Florianópolis, a multa para quem não usar máscaras é de R$ 1.250, chegando a R$ 2,5 mil para quem for reincidente. Bares, restaurantes e academias terão que fechar e áreas públicas só abrirão aos fins de semana. O valor é o mesmo para o estabelecimento comercial que descumprir as normas. 

As regras, que entram em vigor nesta quarta-feira (24), valem por 14 dias. 

No Rio, aumento dos casos

No Rio de Janeiro, onde o governo do estado flexibilizou a quarentena no início de junho, houve um aumento dos casos e óbitos na última semana. Nas ruas, o cenário é de transporte público cheio e muitas pessoas circulando em praias e parques. 

Flexibilização em xeque? Florianópolis fecha shoppings; mortalidade cresce no RJ

A semana que passou foi a segunda pior no estado desde o início da semana, tanto em número de casos como de mortes. Na capital, mais de 8,7 mil pessoas foram infectadas, aumento de 52% em relação à semana anterior. Já o total de óbitos aumentou 34% na mesma comparação. 

No estado, na terça-feira (23), foram registrados mais de 3,3 mil casos em 24 horas, totalizando 100,8 mil, um aumento de 16%, e mais 220 óbitos, chegando a 9.153, alta de 29%. 

Na capital, embora a prefeitura não tenha relaxado totalmente as medidas de restrição à circulação, shoppings já estão funcionando, assim como diversos tipos de comércio. As aulas na rede pública de ensino, no entanto, que estavam previstas para começar em julho, foram adiadas para meados de agosto após reunião de sindicatos e profissionais do setor. 

Brasil registra 1.374 mortes em último boletim

Na cidade de São Paulo os números são considerados estáveis e a flexibilização vai avançar mais uma fase, segundo a prefeitura. 

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na terça-feira (23), o país registrou mais 1.374 novas mortes pela COVID-19, subindo o número total de óbitos para 52.645. O balanço mostra ainda que o Brasil registra 1.145.906 casos confirmados da doença, aumento de 39.436 em relação ao que foi contabilizado na segunda-feira (22).

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