'Não podem nos assustar': Egito mantém compra dos caças russos Su-35 e adverte EUA

A Rússia já iniciou a produção dos 24 caças Sukhoi Su-35 para Força Aérea do Egito, como parte de um acordo entre os dois países realizado em 2018, de aproximadamente dois bilhões de dólares (R$ 10,7 bilhões).
Sputnik

A entrega do primeiro lote estava prevista para o início deste ano, mas foi adiada devido ao surto do coronavírus, que provocou o fechamento de diversas fábricas na Rússia.

Contudo, o país está retomando as operações gradualmente, o que indica que a produção deva ser retomada. Nesse caso, Moscou espera enviar os primeiros jatos no terceiro ou quarto trimestre deste ano.

O Su-35 é capaz de transportar mais mísseis, além de ter uma autonomia maior, estando pronto para desafios de superioridade, o que garante sua vantagem em relação aos caças norte-americanos F-35.

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Dessa forma, os EUA seguem preocupados com a aquisição egípcia, e, por isso, a administração norte-americana havia ameaçado Cairo com sanções caso as negociações dos caças multifuncionais de geração 4++ da Rússia avançassem. Entretanto, Maged Botros, professor de ciência política e presidente da Universidade Helwan do Egito, afirmou que os egípcios não precisam se preocupar.

"Os EUA estão blefando. Eles também ameaçaram outros países, incluindo a Turquia, que foi advertida a não comprar os sistemas de mísseis S-400 da Rússia, mas nada aconteceu. O Egito é um Estado soberano e ninguém, incluindo Washington, pode ditar o que fazer", ressaltou.

Em 2013, Estados Unidos decidiram congelar o fornecimento de helicópteros Apache para Egito em meio à luta antiterrorista egípcia, segundo especialista. O congelamento poderia ter aberto os olhos do governo egípcio a buscar outras nações fornecedoras de equipamentos militares, dentre elas está a Rússia.

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