Após 40 anos de erupção, vulcanologistas descobrem que monte Santa Helena se move

Vulcanologistas ainda não possuem uma explicação para o enigma deste poderoso monte, que se separa de uma extensa fila de crateras adjacentes e cujas fontes magnéticas se encontram ao leste do cume.
Sputnik

Os cumes vulcânicos da cordilheira das Cascadas, no extremo leste dos Estados Unidos, estão alinhados em fila notavelmente reta e somente uma delas se destaca, aproximadamente 40 quilômetros em direção à costa do Pacífico, "detalhe" sobre o qual a publicação National Geographic chamou a atenção nesta segunda-feira (18).

Este é o monte Santa Helena, cuja erupção catastrófica mais recente ocorreu há exatamente 40 anos.

Vulcanologistas, consultados pela revista, confirmam que esta cratera está "fora do seu lugar". "Não deveria haver um vulcão onde se encontra o monte Santa Helena", assegurou Seth Moram, cientista do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Após quatro décadas, segue sendo um mistério onde se originou a enorme "potência de fogo", demonstrada pelo vulcão em 1980.

Normalmente, as crateras de tal tamanho surgem sobre alguma câmara de rocha fundida, enquanto Santa Helena se apoia sobre um fundamento demasiado frio para produzir o magma necessário alimentador de furiosas explosões, com as quais o material parcialmente fundido forma uma "nuvem difusa" a uma grande profundidade.

Além deste fato, sua chaminé se encontra inclinada em direção ao leste da estrutura superficial, levantando questionamentos da comunidade científica.

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