Superterra e 'ressonância orbital': encontrado sistema extraordinário nas profundidades do espaço

Embora o estado de ressonância orbital entre os seis planetas encontrados não pareça ser exatamente perfeito, ele é próximo o suficiente para fazer o sistema se destacar.
Sputnik

O estudo incessante de estrelas e planetas distantes na imensidão do espaço pelos astrônomos produziu um resultado bastante interessante, com um sistema encontrado por uma equipe internacional de astrônomos se tornando "verdadeiramente especial", como relatou o portal Science Alert.

A equipe, liderada por Nathan Hara da Universidade de Genebra, Suíça, conseguiu calcular as órbitas dos planetas, que aparentemente estão próximas o suficiente para criar uma ressonância perfeita e fazer este sistema estelar se destacar, usando o espectrógrafo SOPHIE e o telescópio espacial TESS.

O sistema estelar em questão é composto por seis planetas, uma "super-Terra" e cinco "mini-Netunos", que orbitam a estrela HD 158259 localizada a cerca de 88 anos-luz.

O que faz esse sistema se destacar, no entanto, é que todos esses seis planetas orbitam a estrela em uma "ressonância orbital quase perfeita". A ressonância orbital é o estado em que "as órbitas de dois corpos ao redor de seu corpo-mãe estão intimamente ligadas, com os dois corpos orbitantes exercendo influência gravitacional um sobre o outro", como explica a fonte.

"São conhecidos vários sistemas compactos com vários planetas em ressonância, ou próximos, como o TRAPPIST-1 ou o Kepler-80", observou o astrônomo Stéphane Udry, da Universidade de Genebra, Suíça.

"Crê-se que tais sistemas se formam longe da estrela antes de migrar para perto dela. Neste cenário, as ressonâncias desempenham um papel crucial", diz.

Como apontou Hara, comentando as descobertas da equipe, o estado atual do sistema estelar dá aos cientistas "uma visão sobre sua formação".

Comentar