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Relator da ONU diz que denúncia contra Glenn Greenwald ameaça jornalismo no Brasil

Em carta enviada ao governo brasileiro, o relator da ONU sobre liberdade de expressão, David Kaye, cobrou explicações sobre a denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald apresentada pelo Ministério Público.
Sputnik

O Relator Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Edison Lanza, também assina o documento enviado ao governo brasileiro.

O Ministério Público (MP) Federal apresentou em 21 de janeiro uma denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald, acusado de participar de crimes de invasão de dispositivos informáticos e monitoramento ilegal de comunicações de dados e associação criminosa, no caso do vazamento das mensagens de procuradores da Lava Jato. A denúncia foi feita mesmo sem ele ter sido indiciado ou investigado no caso.

​De acordo com o relator da ONU sobre liberdade de expressão, "ameaças legais como estas colocam em risco todas as reportagens no Brasil".

"Jornalistas que investigam casos de corrupção ou ações impróprias das autoridades públicas não devem ser submetidos a assédio judicial ou qualquer outro tipo de retaliação pelo seu trabalho", diz a carta.

Os relatores mencionaram também que, antes da denúncia do MP, o presidente Jair Bolsonaro chegou a declarar que o jornalista "pegaria cana" e o chamou de "malandro" por ter adotado filhos brasileiros.

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