Exercícios dos EUA de bloqueio de GPS no Caribe poderiam 'cegar' navegação aérea civil, diz mídia

Exercícios militares que estão sendo alegadamente realizados pela Marinha dos EUA na Bacia do Caribe poderiam impactar seriamente o tráfego aéreo civil. A Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu um aviso especial aos pilotos.
Sputnik

Devido aos exercícios do Grupo de Ataque de Porta-Aviões 4 da Marinha dos EUA, os sinais de GPS e de outros sistemas de navegação podem ficar bloqueados a partir do dia 16 até 24 de janeiro.

As aeronaves que voem em uma altitude de 50 pés (15 m) até aproximadamente 40.000 pés (12.000 metros) correm este perigo, de acordo com a FAA.

Em uma declaração, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) afirma que o Governo Federal "deve executar testes de GPS, atividades de treinamento e exercícios que envolvam interferências com receptores de GPS".

"Devido ao fato que estes exercícios e testes podem envolver várias aeronaves, navios e/ou outros equipamentos militares e até centenas de militares, o cancelamento ou adiamento deste teste coordenado apenas deve ocorrer em circunstâncias imperiosas", lê-se no documento.

"Por via de regra, somente questões de segurança de vida humana/segurança de voo podem justificar o cancelamento ou adiamento de um teste aprovado e coordenado de GPS."

A agência governamental observou que, no caso de uma ocorrência que ponha vidas em risco, a Administração Federal de Aviação irá emitir um "sinal de término" dos exercícios até que a ocorrência seja resolvida, escreve Daily Mail.

Os últimos treinamentos de bloqueio de sinais de GPS em grande escala foram conduzidos em 2018. No ano passado a mídia americana relatou que o Pentágono tinha desenvolvido tecnologia resistente a interferências de GPS.

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