Irã ameaça retaliar Grécia se país permitir uso de suas bases militares pelos EUA

Jornal grego informou nesta segunda-feira (13) que a República Islâmica do Irã advertiu que a utilização de bases militares dos EUA na Grécia seria considerada um "ato hostil" e que o governo do país persa retaliaria "de forma clara de decisiva".
Sputnik

Jornal grego Ekathimerini escreveu que "a advertência veio por meio de uma carta enviada pela embaixada iraniana em Atenas ao jornal Kathimerini, que foi publicada no dia 10 de janeiro.

O aviso dizia respeito a uma matéria divulgada no jornal no dia 6 de janeiro que afirmava que "a Grécia se envolverá de alguma forma no caso de uma operação dos EUA contra Irã, 'mas não com navios de guerra [...] devido ao equilíbrio de forças extremamente frágil' no Mediterrâneo Oriental".

A embaixada iraniana advertiu que "a Republica Islâmica deixou muito claro que, no caso de uma guerra liderada pelos EUA contra o país, a permissão de uso de bases [militares] por qualquer país ao invasor americano será considerada um ato hostil e que Teerã mantém o direito de responder de forma clara e decisiva", conforme relata o The Jerusalem Post.

Há pouco, o primeiro-ministro da Grécia Kyriakos Mitsotakis disse apoiar a operação norte-americana que matou o major-general iraniano e chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani.

O ministro das Relações Exteriores da Grécia, Nikos Dendias, declarou no sábado (11) que o Irã emitiu uma nota diplomática ao governo grego relativamente às afirmações feitas pelo premiê grego Kyriakos Mitsotakis durante a sua visita a Nova York na semana passada relativamente ao assassinato planejado do major-general iraniano Qassem Soleimani, aponta o diário grego.

Mitsotakis disse em Washington: "Somos aliados dos EUA, por isso, estamos ao lado de nossos aliados em tempos difíceis. Entendo que esta decisão em particular foi tomada levando em consideração o que é o interesse nacional dos EUA e nós defendemos essa decisão."

A morte do general Soleimani em 3 de janeiro por um drone norte-americano levou à subida de tensões na região.

Comentar