EUA dizem que estão 'desapontados' com decisão que pede saída de tropas americanas do Iraque

Os EUA expressaram "desapontamento" com a decisão do Parlamento do Iraque de pedir a saída de todas as tropas estrangeiras do território iraquiano, entre elas as forças norte-americanas. 
Sputnik

Os Estados Unidos mantêm forte presença no Iraque desde a invasão aprovada pelo então presidente George W. Bush, em 2003. 

A votação no parlamento ocorreu neste domingo (5) e agora precisa de autorização do governo. 

"Os Estados Unidos estão desapontados com a ação tomada hoje no Conselho de Representantes do Iraque. Enquanto aguardamos mais esclarecimentos sobre a natureza legal e o impacto da resolução de hoje, instamos fortemente os líderes iraquianos a considerar a importância da relação econômica e de segurança em andamento entre os dois países, e da presença contínua da Coalizão Global para Derrotar o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia e vários outros países]", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Morgan Ortagus. 

A resolução do Parlamento também determinou a retirada do apoio iraquiano à coalizão internacional contra o terrorismo liderada pelos EUA. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, por sua vez, disse que os EUA só deixarão o Iraque se Bagdá pagar por uma base aérea instalada no território iraquiano. Além disso, ameaçou impor sanções contra o Iraque. 

Compromisso com 'Iraque soberano e estável'

"Nós acreditamos que é do interesse mútuo dos Estados Unidos e do Iraque continuar a combater o Daesh juntos. Essa administração permanece compromissada com um um Iraque soberano, estável e próspero", afirmou o porta-voz. 

A tensão no Oriente Médio aumentou desde a morte do general Qassem Soleimani e Abu Mahdi al-Muhandis, comandante-adjunto de um grupo de milícias xiitas iraquianas, em um ataque ordenado pelo presidente dos Estados Unidos. A ação ocorreu nos arredores de Bagdá, próximo ao aeroporto internacional da capital. 

Milhares de pessoas saíram às ruas do Iraque e do Irã neste sábado e domingo para prestar homenagens aos dois líderes. Autoridades iranianas prometeram vingar a morte de Soleimani, considerado umas das pessoas mais influentes da região.

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