Assad acusa EUA de venderem à Turquia petróleo roubado dos campos petrolíferos sírios

O presidente sírio afirmou que os Estados Unidos estão vendendo petróleo à Turquia de campos de petróleo capturados na Síria.
Sputnik

Em entrevista ao canal chinês Phoenix, o presidente sírio disse que anteriormente estes campos de petróleo estavam ocupados por terroristas da Frente al-Nusra e, mais tarde, pelo Daesh, (organizações terroristas proibidas na Rússia e muitos outros países).

"Quando o Daesh chegou e expulsou de lá a Frente al-Nusra, ou melhor, quando o Daesh se uniu à Frente al-Nusra, eles começaram a roubar este petróleo, e a vendê-lo. A quem? As vendas passavam pela Turquia. Agora os EUA estão roubando o petróleo e o vendem à Turquia. A Turquia é cúmplice, isto não é um problema para ela, Ancara está pronta", sublinhou Assad.

Ele fez notar que a Turquia já antes desempenhava um papel importante na compra de petróleo aos terroristas, e que agora está comprando [o combustível] aos EUA.

Para além disso, no território sírio estão presentes não centenas, mas sim, milhares de soldados estadunidenses, afirmou o presidente Bashar Assad, ao canal de televisão chinesa.

Segundo ele, os políticos norte-americanos estão desvalorizando o verdadeiro número de militares, falando de centenas para não irritar os pacifistas, e de milhares para "agradar" lobby dos belicistas.

"Nas guerras, o regime dos EUA depende fortemente de empresas militares privadas tais como a Blackwater. Por isso, mesmo que eles tenham algumas centenas de soldados, possuem ao mesmo tempo vários milhares, talvez até dezenas de milhares, de indivíduos que trabalham para empresas militares privadas na Síria. Desta forma, é difícil definir o número exato, mas são certamente alguns milhares de homens", disse Assad.

Anteriormente, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que os Estados Unidos têm intenção de manter o controle sobre os campos petrolíferos no nordeste da Síria, apesar de diminuir a sua presença militar na região.

Os Estados Unidos e seus aliados conduzem operações militares no Iraque e Síria desde 2014, com o pretexto de combater o Daesh porém, sem a permissão do Governo sírio ou aprovação da ONU.

Comentar