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Witzel atribui à 'política combativa' recorde de letalidade policial no Rio

Um dia após divulgação dos dados que apontam recorde de letalidade policial no Rio de Janeiro em 2019, o governador Wilson Witzel (PSC) disse que o aumento do índice é resultado de sua política de segurança combativa.
Sputnik

"Evidente quando se pergunta sobre o aumento da letalidade praticada por policiais, o resultado é exatamente um reflexo de uma política combativa como nunca antes foi realizada no estado do Rio de Janeiro", afirmou durante audiência no Senado sobre violência, segundo publicado pelo jornal O Globo. 

Segundo levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e outubro deste ano ocorreram 1.546 mortes por intervenção policial no estado do Rio, maior número desde o início da contagem, em 1998. Por outro lado, os homicídios dolosos chegaram ao menor patamar da série histórica, iniciada em 1991. 

"Os integrantes de organizações criminosas estão sofrendo pesadas perdas e partindo para agressão a nossa sociedade e aos nossos policiais, estão sendo revidados e o número de óbitos em relação ao crime organizado teve um aumento em razão de um combate efetivo do crime organizado pelas nossas forças policiais", disse o governador. 

Governador admite que podem acontecer 'erros'

Moradores de comunidades e organizações de direitos humanos denunciam um aumento dos abusos cometidos pela polícia, o que colocaria em risco a vida da população e violaria direitos dos cidadãos. Um caso emblemático é o da menina Ágatha Félix, morta no Complexo do Alemão por um tiro que, segundo a Polícia Civil, partiu da arma de um policial militar

Witzel admitiu que erros podem acontecer nas operações da polícia, mas defendeu o trabalho das forças de segurança

"Todos aqueles que precisam têm apoio da defensoria pública e podem ficar tranquilos porque estamos na defesa dos nossos policiais. Sabemos que erros podem acontecer, sabemos da situação que os policiais enfrentam no combate diário, mas qualquer necessidade de apoio será dada ao policial para que ele tenha a oportunidade de se defender", disse. 

'Tem escola para todo mundo', entra no crime quem quer

Witzel afirmou ainda que o estado atende as demandas das favelas e que os moradores entram para o crime por escolha própria. 

"É a decisão de cada um ingressar no crime, porque hoje no Rio de Janeiro nós temos escola pra todo mundo, nós temos condições de formação profissional para todo mundo, são mais de 1 milhão e 200 mil alunos e o índice de abandono escolar este ano é o menor dos últimos 10 anos", garantiu. 

O politico também elogiou a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de enviar projeto de lei ao Congresso autorizando o excludente de ilicitude em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO): "O Congresso Nacional tem a oportunidade de melhorar ainda mais a legislação penal. Eu tenho dito desde o começo que apoio essa proposta de modificação da legislação penal, inclusive colaborei na análise da redação".

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