Missão lunar 'falha' da Índia continua ativa com envio de FOTOS em 3D

Mesmo a missão lunar da Índia tendo falhado, o orbitador da Chandrayaan-2 está enviando imagens em 3D da superfície do nosso satélite natural.
Sputnik

A missão lunar da Índia Chandrayaan-2 não conseguiu pousar módulo no polo sul da Lua, mas está com o orbitador a todo gás mapeando a topografia da superfície lunar com todas as suas cargas úteis completamente funcionais.

Na quarta-feira (13), a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) compartilhou imagens em 3D da superfície da Lua capturadas pela câmera TMC-2 do orbitador de uma órbita de 100 quilômetros para preparar um modelo de elevação digital da superfície lunar. Quando processadas, as imagens tridimensionais permitiriam o mapeamento da superfície terrestre a partir de morfologias, que incluem crateras, tubos de lava e rilhas (sulcos formados por canais de lava).

Dê uma olhada na vista em 3D de uma cratera fotografada pela TMC-2 da Chandrayaan-2. TMC-2 fornece imagens com resolução espacial de 5m e trigêmeos estéreo (vistas de proa, nadir e popa) para preparar um DEM [modelo de elevação digital] da superfície lunar completa.

A informação derivada facilita a estimativa das dimensões das características topográficas e sua comparação para reconstruir a estrutura morfoestrutural, caracterização de crateras, determinação da idade superficial, análise reológica e estimativa da refletância lunar.

ISRO lançou novas imagens tridimensionais da superfície da Lua capturadas pela Chandrayaan-2

O tempo de funcionamento do orbitador foi estimado inicialmente em um ano, mas, durante sua viagem à Lua, a ISRO foi capaz de poupar combustível, o que tornou possível prolongar o funcionamento dele. A comunicação com o orbitador está acontecendo da rede de grandes antenas de apoio a missões espaciais em Byalalu, no sul da Índia.

Chandrayaan-2, com todas as suas cargas úteis domésticas, começou sua viagem em 22 de julho. Após um "tropeço" inicial, atravessou todos os obstáculos sem problemas, mas perdeu o contato com a estação terrestre da ISRO apenas alguns minutos antes do pouso suave programado perto do polo sul da Lua.

Além disso, o chefe da ISRO, K. Sivan, sugeriu antes que a agência espacial faria outra tentativa de pousar na superfície lunar, ressaltando que a ISRO coletou dados suficientes para "acertar as coisas e demonstrar um pouso suave em um futuro próximo".

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