Trump chama renúncia de Evo Morales na Bolívia de 'momento significativo para a democracia'

O presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou um comunicado nesta segunda-feira, classificando a recente renúncia do presidente boliviano Evo Morales de "momento significativo para a democracia no Hemisfério Ocidental".
Sputnik

A declaração de Trump ocorre depois de Evo Morales ter anunciado renúncia do cargo presidencial, no dia 10 de novembro, após pressão nas ruas e dos militares.

"Após quase 14 anos e sua recente tentativa de anular a constituição boliviana e a vontade do povo, a partida de Morales preserva a democracia e abre caminho para que o povo boliviano tenha suas vozes ouvidas", diz o comunicado divulgado pela Casa Branca.

"Os Estados Unidos aplaudem o povo boliviano por exigir liberdade e os militares bolivianos por cumprirem seu juramento de proteger não apenas uma pessoa, mas a constituição da Bolívia", acrescentou a nota.

"Esses eventos enviam um forte sinal aos regimes ilegítimos da Venezuela e da Nicarágua de que sempre prevalecerão a democracia e a vontade do povo. Estamos agora um passo mais perto de um hemisfério ocidental completamente democrático, próspero e livre", conclui o comunicado.

O país sul-americano vive momentos de instabilidade depois de relatos de fraudes eleitorais durante o pleito presidencial, realizado em outubro. A tese sobre fraudes eleitorais foi reforçada pelo recente relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), que encontrou "manipulações claras" do sistema de votação usado nas eleições presidenciais.

Além de Morales, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia, e a presidente do Senado, Adrianna Salvatierra, e Victor Borda, presidente da Câmara Baixa do Parlamento, também renunciaram.

Atualmente, a líder da oposição, Jeanine Áñez Chávez, assumirá as rédeas como líder interina da Bolívia.

Áñez Chávez indicou que novas eleições devem ser realizadas até 22 de janeiro de 2020.

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