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Justiça derruba liminar e manda prender casal Garotinho mais uma vez

A Justiça do Rio mandou prender nesta terça-feira (29) os ex-governadores do Rio de Janeiro Antonhy Garotinho e Rosinha Garotinho. Acusados de corrupção, o casal foi detido por um dia em setembro, mas foi solto após uma liminar. 
Sputnik

O habeas corpus que liberou os dois foi deferido pelo juiz Siro Darlan, no Plantão Judiciário. Ele considerou que o pedido de prisão citava fatos de mais de 10 anos. "Uma total ausência de contemporaneidade demonstrando inexistir nexo causal entre a necessidade da prisão e o decreto formulado pela autoridade coatora", justificou.

O casal foi denunciado por um esquema de superfaturamento em contratos assinados entre a prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht para a construção de casas populares. 

Os crimes se referem ao período em que Rosinha (Patriotas) foi prefeita da cidade, entre os anos de 2008 e 2016. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, os dois teriam obtido até R$ 25 milhões em propinas. 

Nesta terça-feira, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça derrubou a liminar, por 2 votos a 1, e expediu novo alvará de prisão. Desde 2016, essa é o quinto mandato de prisão contra Antonhy Garotinho (sem partido) e o segundo contra Clarissa. 

A defesa anunciou que vai recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). “A ordem de prisão é ilegal e arbitrária, pautada apenas em suposições e conjecturas genéricas sobre fatos extemporâneos, que supostamente teriam ocorrido entre os anos 2008 e 2014", afirmou o advogado Vanildo José da Costa Junior, segundo publicado pelo portal G1. 

Garotinho e Rosinha se dizem vítimas de "perseguição". Em sua conta no Facebook, Anthony Garotinho afirmou que a prisão se deve às denúncias de corrupção feitas por ele contra Sérgio Cabral. 

'Ilegalidades e injustiças', diz Garotinho

"Desde que denunciei a quadrilha do ex-governador Sérgio Cabral, com braços no legislativo, no Ministério Público como já ficou provado e também em outros poderes do Estado a perseguição contra meu grupo político e minha família tornou-se insuportável. É um verdadeiro massacre que fazem contra nós. Todos os tipos de ilegalidades, injustiças cometidas pelo Ministério Público de Campos, membros da Polícia Federal de Campos e dois juízes tem sido feitos contra nós", diz um trecho do texto.

De acordo com o Ministério Público, a prisão preventiva do casal foi pedida por risco de interferência nas investigações, pois os dois teriam “poder dissuasório”.

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