EUA e Austrália vão investir bilhões em bases, frente à presença da China no Pacífico

O governo australiano anunciou o investimento de bilhões de dólares em conjunto com os EUA para a modernização das bases de Robertson e Darwin, no norte da Austrália, em meio ao aumento da presença chinesa na região.
Sputnik

O investimento bilionário nas bases de Robertson e Darwin terá como destino a modernização dos dormitórios, instalações de serviço, estoques de combustível, áreas de treinamento de tropas e manutenção de aeronaves.

De acordo com o senador australiano Sam McMahon, o investimento será na casa dos bilhões e deverá aquecer a economia do Território do Norte da Austrália, onde estão localizadas as bases.

"Por volta de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) serão investidos durante a próxima década em instalações novas e modernizadas no Território do Norte", informou a fala do senador o site do Ministério da Defesa australiano.

De acordo com o portal americano Military.com, as bases têm grande importância para a geoestratégica norte-americana na região do Pacífico, especialmente para poder conter a crescente presença chinesa na região.

Neste ano, pelo menos 2.500 fuzileiros navais dos EUA foram enviados para a região em um rodízio militar. O número é dez vezes maior que os 200 militares norte-americanos que estavam presentes na área em 2012, conforme publicado pela mídia americana.

'Marco nas relações'

Comentando o envio das tropas dos EUA para as bases, a ministra da Defesa da Austrália, Linda Reynolds, disse que isso seria um marco nas relações entre Camberra e Washington.

"Este marco demonstra a natureza duradoura da aliança dos EUA e Austrália e o nosso profundo engajamento com a região do Indo-Pacífico", disse a ministra.

No entanto, as relações entre os dois países nem sempre foram de total concordância.

Recentemente, o governo australiano disse que não aceitaria em seu território mísseis balísticos dos EUA quando o secretário de Defesa americano, Mark Esper, expressou interesse em instalar tal armamento em países aliados no Pacífico.

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