Atividade vulcânica poderia estar por trás da variação atmosférica em lua de Júpiter

Novo estudo aponta que as variações no campo magnético de uma das luas de Júpiter não estariam relacionadas com a suposta presença de um oceano de magma no seu interior.
Sputnik

Novos estudos indicam que a presença de magma não é necessária para que esse fenômeno ocorra. Embora também não excluam a sua existência, a chave para as mudanças da sua atmosfera estaria na atividade vulcânica.

A pesquisadora Aljona Blocker, da Universidade de Colônia, na Alemanha, explicou que, ao analisar uma "atmosfera mais espessa com assimetrias", descobriu que "não é necessário um campo magnético de um oceano de magma" para explicar as variações, segundo o portal Space.

A lua Io (uma das quatro grandes luas de Júpiter) está incluída na magnetosfera de Júpiter, a maior do Sistema Solar, onde as atmosferas e campos magnéticos dessa lua vulcânica podem interagir com a estrutura maior.

"A Io não teria nenhum campo magnético se fosse retirada da magnetosfera de Júpiter e colocada em um espaço vazio", afirmou Blocker.

Atividade vulcânica poderia estar por trás da variação atmosférica em lua de Júpiter

Além disso, a lua apresenta mais de 150 estruturas vulcânicas conhecidas, tendo sido observadas colunas de poeira e gás em 16 pontos vulcânicos que chegaram a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, criando uma atmosfera irregular e rica em enxofre.

Após diversas observações, os especialistas afirmaram que a presença de um oceano de magma sob a superfície da lua não explica as variações atmosféricas. Blocker ressalta no entanto que serão necessários outros estudos para confirmar a teoria.

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