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Ex-negociador de situações de sequestro classifica operação na Ponte Rio-Niterói como 'perfeita'

O ex-comandante do Grupo Tático de Ações Especiais da PM-SP (GATE), coronel Diógenes Lucca, em entrevista à Sputnik Brasil, comentou a operação policial no sequestro na Ponte Rio-Niterói nesta manhã.
Sputnik

O ex-comandante do GATE e ex-negociador de situações de sequestro destacou que quando ocorre algo desta natureza, a Polícia Militar e a sua tropa especializada devem utilizar as chamadas "4 alternativas táticas": negociação, o emprego de técnicas não-letais, o tiro de comprometimento, que é o atirador de elite, e a invasão tática.

"É claro que nós sempre queremos resolver este tipo de ocorrência de forma negociada, que a negociação é a alternativa que mais se aproxima do grande objetivo do gerenciamento de uma crise dessa envergadura. E qual é o grande objetivo? É a preservação das vidas, incluindo todas elas, dos reféns, dos policiais e até do criminoso, a preservação da ordem pública e a aplicação da lei", disse à Sputnik Brasil. 

"Então a negociação é sempre aquilo que a gente objetiva, é sempre a primeira alternativa. Só que a negociação tem limite. A negociação é implementada, mas se o criminoso não coopera, ela começa a apresentar sinais de falência, começa a ter indicadores de risco em relação aos reféns, o gerente da crise é obrigado, por força doutrinária, a contemplar outras possibilidades. E no caso do Rio de Janeiro, me parece que foi exatamente isso o que aconteceu", acrescentou o coronel.

De acordo com ele, na ótica do gerenciamento de crise "as melhores táticas foram adotadas".

"Houve a contenção da crise, o isolamento da área, o estabelecimento da comunicação por meio negociação, só que perceberam que ela não estava dando frutos, e nesse caso optou-se pelo atirador de elite. No meu modo de ver, do ponto de vista do gerenciamento de crise, uma operação integralmente perfeita", completou.

Sequestrador usou arma de brinquedo

O sequestrador, que posteriormente foi identificado como William Augusto Nascimento, usou uma arma de brinquedo, de acordo com porta-voz da Polícia Militar.

O sequestro durou aproximadamente três horas e meia e resultou em intermitências no tráfego tanto no Rio, quanto em Niterói. Todos os reféns saíram ilesos após incidente, que terminou com a morte do sequestrador devido a tiros realizados por atirador da polícia.

O presidente Bolsonaro parabenizou policiais pela atuação.

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