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Bolsonaro diz que filho Eduardo será atendido 'imediatamente' por Trump se for embaixador

O presidente Jair Bolsonaro confirmou na quarta-feira que já oficializou ao governo dos EUA que ele propôs que seu filho Eduardo fosse embaixador em Washington e que agora tudo depende da votação no Senado.
Sputnik

"A comunicação para os Estados Unidos já foi feita, uma simples ligação telefônica para o presidente Donald] Trump", revelou o presidente a repórteres depois de participar da cúpula do Mercosul na cidade argentina de Santa Fé. "Estou certo de que ele dará um sinal positivo".

A nomeação de Eduardo Bolsonaro, que atualmente é deputado federal, disparou uma onda de críticas e acusações contra o presidente por nepotismo.

Apesar deste suposto apoio do governo Trump, Bolsonaro esclareceu que o desembarque de seu filho na capital dos EUA ainda não está resolvido, já que "depende não apenas do comitê de relações exteriores do Senado, mas também do plenário".

Bolsonaro defendeu seu filho das críticas e justificou sua decisão com duras críticas à diplomacia do Partido dos Trabalhadores quando governou. E deu uma pista de suas intenções ao indicar Eduardo para o cargo.

Bolsonaro diz que filho Eduardo será atendido 'imediatamente' por Trump se for embaixador

"Ele [Eduardo] tem viajado pelo mundo, tem amizade com a família de Trump'', argumentou. "É o que estou dizendo, já falei no Brasil e digo aqui: imagine se o filho de Macri (presidente da Argentina) fosse embaixador no Brasil, me ligando por telefone, querendo falar comigo, quando ele seria atendido, amanhã, semana que vem, ou imediatamente? Essa é a intenção", explicou.

Então ele lembrou que "de 2003 até agora, o que é que os embaixadores do Brasil nos Estados Unidos fizeram bem? Nada!", sem relevar a que ou a quem se referia especificamente.

Eduardo Bolsonaro esteve presente na cúpula do Mercosul e sua indicação recebeu a aprovação do governo anfitrião.

"Ele é um homem de visão latino-americana e com uma visão clara das relações de nossa região com os Estados Unidos, acho que pode se juntar a todos nós", disse o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie, após o conclave presidencial.

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