Trump 'agonizou' sobre planos de ataque dos EUA ao Irã, afirma senador americano

Em entrevista ao programa The Situation Room da CNN, o presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado dos EUA, James Risch, revelou que Donald Trump é um presidente que "não quer ir para a guerra" e revelou suas hesitações sobre os ataques contra o Irã.
Sputnik

"Eu vi-o realmente agonizando sobre isso. Tudo se resume a um homem", disse Risch aos repórteres. Risch não foi a única pessoa a ter observado como foi difícil para Trump tomar uma decisão. O presidente da Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, Adam Smith, também disse que o presidente estava "realmente lutando contra isso".

Enquanto Donald Trump lutava com seu próprio dilema, essa incerteza era alimentada pela sua própria equipe de segurança nacional, que acreditava que Washington devia retaliar pelo drone dos EUA derrubado atingindo alvos iranianos, informou a CNN.

"Havia unanimidade completa entre os conselheiros do presidente e a liderança do Departamento de Defesa sobre a resposta apropriada às atividades do Irã. O presidente tomou a decisão final", disse um funcionário superior da administração não nomeado citado pela Reuters.

Apesar de Trump ter inicialmente advertido que o Irã tinha cometido um "erro muito grande" ao derrubar o drone americano que o lado iraniano alegou ter violado seu espaço aéreo, ele revelou uma mudança de decisão de última hora ao parar os ataques programados contra Teerã minutos antes do tempo definido para eles serem realizados.

O presidente Donald Trump revelou anteriormente que os EUA estavam "armados e carregados" para atacar o Irã em retaliação pela derrubada do drone americano, mas que ele cancelou o ataque ao saber que cerca de 150 iranianos morreriam como resultado da operação, algo que ele considerou desproporcional à perda de um veículo aéreo não tripulado.

Os EUA quase recorreram a um confronto direto com o Irã após o anúncio do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) de que eles haviam derrubado um drone americano sobre as águas da província de Hormozgan. Teerã afirmou que o drone tinha violado o espaço aéreo iraniano, o que Washington negou fortemente, dizendo que seu drone estava operando em águas internacionais no estreito de Ormuz.

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