Terra poderia 'mergulhar no escuro' em caso de erupção massiva no Sol, avisa cientista

Supererupção é uma enorme explosão de energia vinda do Sol que poderia atingir a Terra, na sequência disso o nosso planeta imergiria parcialmente na escuridão.
Sputnik

Supererupções liberam altos níveis de radiação e partículas carregadas a altas velocidades desde a superfície da estrela.

O geólogo e antropólogo teórico Randall Carlson, do portal Geocosmicrex.com, disse em entrevista à RT o que aconteceria com o nosso planeta se ele fosse atingido por uma supererupção.

Consequências de uma superupção para a Terra

"Usinas elétricas, linhas de transmissão de energia, torres e antenas de rádio, tudo isso iria abaixo. Todo o sistema de rede elétrica, do qual nós dependemos tanto, iria colapsar", avisa Carlson.

Carlson afirma que todos os eletrodomésticos, tudo daquilo que nós dependemos, as geladeiras, os ares condicionados, não iriam funcionar mais. "A rede de abastecimento de água ficaria inativa, sendo que você não conseguiria nem dar a descarga de água no banheiro". 

"Em algumas partes da Terra seria como voltar à Idade das Trevas, porque nós nos tornamos tão dependentes. Milhares de satélites, dos quais depende a rede global de telecomunicações, poderiam ficar bastante danificados", acrescenta Carlson.

Trata-se de uma coisa bastante real, não é ficção cientifica

Em 2014, a NASA avisou que havia uma probabilidade de 12% de uma tempestade solar ocorrer entre 2012 e 2022, semelhante àquela que aconteceu em 1859 e ficou conhecida como Evento Carrington.

A quantidade de energia liberada foi 20 vezes maior que a energia liberada pela queda do meteorito que extinguiu os dinossauros e répteis marinhos, isso interrompeu o funcionamento dos sistemas de telégrafo em toda a Europa e América do Norte.

"Trata-se de uma coisa bastante real, não é uma coisa hipotética. Não se trata de ficção científica", sublinha o investigador.

Até há pouco tempo, astrônomos pensavam que as supererupções ocorriam apenas em estrelas jovens e ativas que expeliam energia.

Entretanto, investigadores da Universidade do Colorado (EUA) receiam que estrelas como o nosso Sol também possam produzir estas explosões.

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