Conselho rejeita candidaturas à presidência e Argélia entra em impasse eleitoral

O Conselho Constitucional da Argélia informou neste domingo que decidiu recusar as candidaturas de dois políticos que concorreriam à presidência no dia 4 de julho. A decisão torna impossível realizar o pleito dentro do prazo inicialmente previsto, informou a agência de notícias APS.
Sputnik

"Os portfólios de candidatos para as eleições de 4 de julho foram rejeitados, e o presidente deve reunir novamente a Comissão Eleitoral", disse o conselho em um comunicado, citado pela APS.

Apenas dois políticos pouco conhecidos, Abdelhakim Hamadi e Hamid Touahri, registraram suas respectivas candidaturas minutos antes do fim do prazo. Todos os candidatos potenciais boicotaram o procedimento.

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De acordo com a lei argelina, um candidato deve fornecer documentos pessoais, um atestado de saúde, bem como assinaturas de 60.000 cidadãos de várias províncias, ou assinaturas de 600 legisladores em apoio à sua nomeação.

Depois que Abdelaziz Bouteflika, líder do país, renunciou no dia 2 de abril em meio à onda de protestos contra a candidatura dele ao quinto mandato consecutivo, o presidente da Câmara Alta do país e presidente interino do país, Abdelkader Bensalah, decretou a realização de eleições presidenciais já em julho.

Manifestantes exigiam que a eleição presidencial de 4 de julho fosse descartada e vêm trabalhando para impedir a instauração uma potencial regime militar no país, já que o chefe do Estado-Maior do Exército, general Ahmed Gaid Salah, é considerado uma das principais figuras do cenário político do país.

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