'Aviões do Juízo Final' russos são garantia contra terceira guerra mundial, diz analista

A Rússia está modernizando os "aviões do Juízo Final" Il-80 e Il-82, analista militar revela os detalhes desse processo.
Sputnik

O analista Igor Korotchenko, editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), detalhou o processo de atualização dos postos de comados aéreos, destacando que esse é um elemento de contenção nuclear, em entrevista ao serviço russo da Radio Sputnik.

Recentemente, o vice-ministro da Defesa da Rússia informou que os trabalhos de pesquisa e projeto dedicados à modernização dos postos de comando aéreos estão finalizados.

'Avião do Juízo Final' está em perigo? Confira destino da aeronave após inundação
Esses aviões destinam-se a exercer o comando das Tropas de Mísseis Estratégicos, incluindo a sincronização da realização de ataques com mísseis nucleares em condições em que a Rússia sofra uma agressão de qualquer potência nuclear, recordou ele.

"Por isso, a modernização abrange o equipamento eletrônico, que será mais resistente contra interferências radioelétricas, mais estável, funcionando através canais via satélite para que as ordens de comando para aplicação da força nuclear russa sejam recebidas de forma garantida pelos sistemas de lançamento de misseis nucleares e os lançamentos sejam efetuados nos prazos e modos apropriados", disse ele.

A modernização comprova o forte empenho da Rússia em melhorar os sistemas de controlo das Tropas de Mísseis Estratégicos, tal como à tríade nuclear ela dedica muita atenção ao aperfeiçoamento dos postos de comando aéreos, considera o analista militar.

O que pode fazer o novo avião de reconhecimento A-50U da Rússia?
Igor Korotchenko destacou que um posto aéreo é apenas um dos elementos do sistema integrado de controle e comando das forças nucleares.

"Por isso, independentemente de quaisquer circunstâncias, a retaliação nuclear contra o agressor será efetuada em qualquer cenário de desenvolvimento dos acontecimentos", declarou o analista militar.

"Dessa maneira, nós protegemos o mundo contra uma terceira guerra mundial. Como a Federação da Rússia garante a realização de um ataque de retaliação contra o agressor, isso o dissuade da aplicação do armamento nuclear, consequentemente, o mundo não é colocado à beira de uma guerra nuclear", concluiu Igor Korotchenko.

Comentar