Maduro diz que ex-diretor do Serviço de Inteligência da Venezuela trabalhou para CIA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira que a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) recrutou um ano atrás o general Manuel Cristopher Figuera, ex-diretor do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin), que apoiou o levante contra o governo em 30 de abril.
Sputnik

"Hoje, depois de investigações, conseguimos provar que o general Manuel Ricardo Cristopher, há mais de um ano, tinha sido cooptado pela CIA, e trabalhou como um traidor, e se infiltrou na última posição que lhe foi dada como diretor do Sebin", afirmou o presidente, durante a transmissão do canal estatal Venezolana de Televisión.

O presidente Maduro indicou que a captura do deputado Juan Guaidó, em 13 de janeiro, foi ordenada pelo general Figuera, sob ordens da agência de inteligência norte-americana.

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"Se lembram quando colocaram Guaidó na prisão? Quem ordenou que ele fosse levado como prisioneiro? Ele próprio, para um show e outras coisas, de modo que este traidor mais cedo ou mais tarde encarará a justiça venezuelana para pagar sua traição", acrescentou.

Maduro acusou ainda o militar, que é um fugitivo após a emissão de um mandado de prisão contra ele, de alegadamente "articular a mentira" de que teve o apoio do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, do presidente do Supremo Tribunal (TSJ) e do general Iván Hernández Dala, Chefe da Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (Dgcim).

"Foi general Padrino, foi o chefe do Tribunal de Justiça, Maikel Moreno, e o general Hernández Dala que me avisaram uma semana antes do golpe, sobre o estranho comportamento desse general que era para ser dispensado, demitido do cargo e preso na terça-feira, 30 de abril, às 9h, por sua participação na ação golpista", pontuou.

O presidente ratificou toda a sua confiança no general Padrino López, no presidente do Supremo Tribunal e no diretor da Dgcim.

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