Mídia: Israel possui arma capaz de 'enganar' mísseis russos S-300 na Síria

Israel desenvolveu novos mísseis ar-ar supersônicos Rampage, supostamente capazes de voar fora do alcance dos sistemas russos S-300 existentes na Síria, escreve a revista alemã.
Sputnik

De acordo com o jornalista da Telepolis, Florian Rotzer, os militares israelenses usaram os novos mísseis na semana passada no decurso de um ataque aéreo na província síria de Hama.

Na opinião do autor, Israel vê esses mísseis como uma consequência da implantação dos complexos S-300 russos na Síria, que podem representar ameaça  para os caças israelenses.

De acordo com o jornalista, esses mísseis representam a "resposta" de Israel, pois são supostamente capazes de "enganar" as defesas aéreas russas.

Sistemas S-300 russos repelem 'ataque massivo de mísseis' durante manobras (VÍDEO)
O autor acrescenta que os mísseis Rampage, desenvolvidos pelas empresas israelenses IMS (Israel Military Industries) e IAI (Israel Aerospace Industries), foram apresentados em junho do ano passado. Um míssil possui 4,5 metros de comprimento, pesa 570 quilogramas e tem um alcance de até 150 quilômetros.

Note-se que os mísseis são projetados especialmente para atacar alvos que são bem protegidos por sistemas de defesa antiaérea, bem como para destruir bunkers subterrâneos. Além disso, o míssil porta duas ogivas que podem explodir alternadamente.

Em conclusão, Retzer enfatiza que agora a Rússia terá que mostrar a eficácia dos seus complexos S-400, que, segundo ele, já estão implantados na Síria para proteger as bases russas.

Anteriormente, o comandante das Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmou que seus militares não vão hesitar em "eliminar a ameaça" e destruirão os mísseis russos S-300 se a Síria os usar contra caças israelenses.

Israel teria usado pela 1ª vez novo míssil que evita sistemas S-300 na Síria
Os militares russos entregaram os sistemas S-300 à Síria após um incidente no qual a defesa antiaérea síria abateu acidentalmente um avião militar Il-20 russo com 15 militares a bordo sobre a província de Latakia enquanto tentava repelir um ataque aéreo israelense.

Na esteira do incidente, Moscou acusou as IDF de usarem deliberadamente a aeronave russa como escudo durante o ataque a alvos na Síria. Tel Aviv rejeitou as acusações, alegando que havia avisado Moscou sobre o ataque aéreo com antecedência.

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