Rei saudita rejeita decisão americana sobre estatuto das Colinas de Golã

A Arábia Saudita, bem como muitos outros países, denunciou recentemente a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer a soberania israelita sobre as Colinas de Golã.
Sputnik

O rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, deixa claro que o reino "rejeita absolutamente" qualquer medida que possa prejudicar a soberania síria sobre este território. Falando em uma reunião da Liga Árabe na Tunísia, ele reiterou mais uma vez a posição do país quanto a outros territórios disputados, como a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, expressando seu apoio ao estabelecimento de um Estado palestino.

A mesma posição foi expressa pelo presidente tunisino, que sublinhou que a cúpula deveria destacar a importância da criação de um Estado palestino para alcançar a estabilidade regional.

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Recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Ibrahim Al-Assaf, divulgou a posição do seu país sobre as Colinas de Golã, rejeitando a decisão dos EUA de reconhecer a soberania de Israel sobre este território. A área, disputada tanto pela Síria quanto por Israel, foi conquistada por este último durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e formalmente anexada em 1981.

Alguns dos países participantes da cúpula da Liga Árabe, assim como diversos países membros da UE, têm denunciado a posição dos EUA, enfatizando que isso viola o direito internacional, incluindo a respectiva resolução da ONU. Em 2018, depois que Israel organizou eleições locais na área em 30 de outubro, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução instando Israel a retirar imediatamente suas forças do território.

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