De tubarões de bolso a esquilos vampiros: conheça 5 animais que quase ninguém viu (FOTOS)

Os cientistas descobrem todos os anos novas espécies de seres vivos, mas em alguns casos não é possível obter fotos ou algo além da mera descrição. Conheça cinco casos em que os cientistas procuram apanhar e estudar animais que quase ninguém conhece.
Sputnik

Tubarão de bolso

É um tubarão Mollisquama parini cinzento-marrom de uns 40 centímetros de comprimento que habita no oceano Pacífico. Apenas dois representantes da espécie foram encontrados por acaso até hoje — um em 1979 em águas profundas do Chile e outro 2015 no Golfo do México.

Tubarão Mollisquama parini

Esse peixe pertence à espécie Mollisquama e os seus parentes próximos são o Isistius brasiliensis, conhecido pelo nome comum de tubarão-charuto, e o Dalatiidae (esqualo) americano. 

Não há informações sobre as peculiaridades de comportamento, dieta, zona de habitação dos tubarões de bolso.

Em busca de Satanás

Em todos os museus do mundo há apenas 14 exemplares de uma espécie de peixe-gato, conhecida também como peixe de Satanás (Satan eurystomus).

Peixe-gato, conhecido também como peixe de Satanás (foto de arquivo)

Desde 1984 não foi visto nenhum exemplar da espécie, por isso os cientistas não têm tido a possibilidade de observar o peixe em condições naturais. Tudo o que se conhece sobre a espécie se limita à descrição superficial. É um animal relativamente pequeno, de uns 13 centímetros, sem olhos e com pele transparente. 

O problema é que o peixe habita em um único lugar no planeta — nos reservatórios subterrâneos de água doce nos arredores da cidade norte-americana de San Antonio, no Texas.

Moscas da África do Sul que não se deixam apanhar

A situação da Marleyimyia xylocopae, uma espécie de mosca da África do Sul, é contrária. Existem muitas fotos da espécie, mas nenhum investigador a segurou nas mãos até agora.

Mosca da África do Sul (Marleyimyia xylocopae)

Essas moscas se tornaram os primeiros insetos descritos com base em apenas várias fotos. Geralmente, para reconhecer uma nova espécie é necessário apresentar o holótipo (exemplar típico de animal desconhecido até então) que depois é mantido nas coleções públicas.

Animal bigodudo e listrado

Em 2015, uma investigadora britânica conseguiu tirar uma foto do coelho-listrado-de-Annam (Nesolagus timminsi), sobre a existência do qual a comunidade científica tomara conhecimento apenas em 1996, quando um zoólogo descobriu no mercado três peles listradas pertencentes à espécie desconhecida.

Coelho-listrado-de-Annam (Nesolagus timminsi)

Passados 16 anos, a investigadora Sarah Woodfin, da Universidade de East Anglia, conseguiu fotografar, medir e segurar em suas mãos o animal raro, assinalando que ele é maior do que se pensava, tem orelhas curtas, pele cinzenta e listras marrons e pretas nos lados. O Nesolagus timminsi habita no Vietnã e Laos, nas florestas húmidas das Montanhas Anamitas.

Esquilo vampiro?

O "esquilo vampiro" da espécie Rheithrosciurus macrotis, com uma cauda extremamente felpuda, foi registrado por uma das 35 câmeras de monitoramento especialmente instaladas nas florestas da ilha indonésia de Bornéu em 2015. O esquilo apareceu nas câmeras algumas semanas depois da sua instalação. O vídeo preto-branco dura 15 segundos.

"Esquilo vampiro" da espécie Rheithrosciurus macrotis

O Rheithrosciurus macrotis é o representante menos estudado da família. É quase impossível vê-lo nas condições naturais. Os habitantes da ilha de Bornéu consideram que o animal é um vampiro que se alimenta de sangue de cervos da floresta. Os investigadores até hoje não sabem ao certo o que come esse esquilo, sugerindo que podem ser nozes, frutas, aves pequenas ou invertebrados.

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