Por que EUA procuram aparelhos que imitem caças russos Su-57? Especialista esclarece

A Força Aérea dos EUA está procurando empresas para o desenvolvimento de alvos aéreos que simulem "aviões inimigos", incluindo os caças russos Su-57. O especialista militar russo explica por que essa tarefa é, de fato, muito complicada.
Sputnik

Recentemente, o Departamento da Força Aérea dos EUA publicou a documentação que indica a necessidade de criar "um conjunto de soluções técnicas e equipamento de alvos aéreos", inclusive equipamentos de comunicação, meios de guerra eletrônica e refletores de calor, capazes de imitar os "avançados aviões do adversário".

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O documento também realça que os aparelhos que simulem os aviões russos Su-57 e os chineses J-20 e FC-31 têm que ser controlados remotamente, ser capazes de aterrissar de forma autônoma e se restabelecer após o contato com água salgada. De acordo com o requerimento, o tempo de vida útil tem que ser pelo menos de dez voos com 30 horas de voo.

Nessa conexão, o especialista militar russo Viktor Murakhovsky referiu ao serviço russo da Rádio Sputnik que a criação de tais alvos é uma tarefa muito complicada.

"Para treinamentos da Força Aérea, como regra, criam-se alvos que imitem as caraterísticas principais de meios de ataque aéreo dos possíveis inimigos — em termos de aerodinâmica e eletrônica. É a prática geralmente aceita nos exércitos de países desenvolvidos", declarou.

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"Mas não são muitos os países que têm capacidade de criar alvos tão complexos. Nesse sentido, os EUA não estão à frente. Com maior probabilidade poderemos considerar o nosso país como o mais avançado. Basta destacar o fato que em houve um tempo em que os EUA compravam à Rússia alguns aparelhos como alvos", destacou.

Ao mesmo tempo, o especialista frisou que a Rússia já elaborou um sistema de alvos de alta mobilidade que já foi apresentado em uma feira internacional.

"Estamos obtendo complexos de alvos integrados, especialmente designados para imitar meios de ataque aéreos modernos — não só alvos aéreos individuais, mas também grupos com tarefas diferentes: de reconhecimento, de ataque, etc.", sublinhou.

"Por exemplo, na recente feira na Índia, a Rússia apresentou o novo complexo de alvos Adyutant. Ele conta com um conjunto de alvos que permite imitar todos os meios de ataque aéreo, inclusive, por exemplo, mísseis de cruzeiro", especificou.

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