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Parceria Boeing-Embraer está em perigo com a crise dos 737 Max 8?

A Embraer informou nesta quinta-feira que os problemas que a Boeing vem enfrentando com o modelo 737 Max 8 não afetarão a parceria da empresa brasileira com a empresa norte-american. A Sputnik Brasil conversou com o diretor da consultoria Troia Intellgence, Ricardo Gennari, sobre os possíveis impactos dos problemas da Boeing na negociação.
Sputnik

O avião de modelo 737 Max sofreu dois acidentes em menos de cinco meses e teve a operação proibida nos EUA, na Rússia, na China, na Europa e em muitos outros países, entre eles o Brasil. 

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De acordo com a companhia brasileira, a questão “não tem conexão com a Embraer e não afeta a parceria estratégica com a Boeing”.

Em entrevista à Sputnik Braisl, Ricardo Gennari, diretor da consultoria Troia Intellgence, concorda que os problemas enfrentados pela Boeing não devem atrapalhar as negociações com a Embraer. 

"Como elas são empresas independentes, essa fusão entre as duas empresas não afetaria diretamente a Boeing. Em primeiro lugar, o volume da Boeing é muito maior que a Embraer, e isso é uma questão operacional da Boeing. Claro, está afetando ela diretamente, mas o negócio com a Embraer não afeta de forma nenhuma", afirmou. 

"Não vejo que isso vá afetar a negociação com a Boeing. Eu acho que já esta sacramentada essa compra", acrescentou. 

Ao comentar as perdas econômicas da empresa norte-americana, Gennari destacou que isto diz mais respeito a questões técnicas da Boeing. 

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"Este é um problema operacional, a Boeing realmente está perdendo dinheiro na bolsa de valores. Ela vai ter que refazer toda esta reconfiguração pra consertar os problemas dos aviões, mas é um problema técnico, de cabine. Então isso não afeta diretamente a negociação da Embraer com a Boeing", observa. 

O diretor da consultoria Troia Intellgence também lamentou a venda da Embraer para a gigante a norte-americana Boeing. 

"Eu me sinto triste de ver uma empresa que nós construímos sendo vendida por alguns motivos até econômicos, porque a Embraer vinha atravessando há algum tempo alguns prejuízos, mas isso normalmente é setorial, a gente consegue reverter, porque a Embraer tem um bom produto, por isso o interesse da Boeing", completa. 

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