Coalizão liderada pelos EUA não vê 'evidências' de vítimas civis em operação contra Daesh

O porta-voz da Coalizão liderada pelos EUA disse na segunda-feira que "não há provas" da existência de vítimas entre civis locais durante os recentes ataques na aldeia síria de Baghuz. Declaração contradiz informação da TV estatal Al-Ikhbariyah, que na semana passada responsabilizou a operação militar pela morte que pelo menos 50 civis.
Sputnik

O porta-voz Coronel Sean Ryan disse à Sputnik na semana passada que a Coalizão liderada pelos EUA negava veementemente as alegações de que utilizou fósforo branco em ataque a Baghuz, conforme acusou a TV estatal Al-Ikhbariyah.

As Forças Democráticas da Síria (FDS), apoiadas pelos Estados Unidos, anunciaram no começo do mês a retomada de ofensiva em Baghuz, após concluir a evacuação de civis e se esgotar prazo para que jihadistas do Daesh* se entregassem. Segundo a FDS, apenas terroristas permaneceram na cidade, descrita pelos curdos como o "último grande reduto do grupo terrorista Daesh na região".

Mídia: coalizão internacional utilizou fósforo branco na Síria
Enquanto isso, o co-presidente da missão norte-americana do Conselho Democrático Sírio (SDC), Bassam Ishak, disse à Sputnik que a batalha pela cidade síria de Baghuz estava sendo conduzida de forma devagar para proteger os reféns mantidos pelos terroristas do Daesh. O chefe da assessoria de imprensa das Forças Democráticas da Síria, Mustafa Bali, disse anteriormente que cerca de 15 mil pessoas deixaram a área nas últimas duas semanas. Segundo as FDS, a maioria dos militantes do Daesh que permanecem em Baghuz são estrangeiros.

Forças lideradas pelos EUA estão realizando ataques aéreos e outras operações militares na aldeia de Baghuz em Deir Ez-Zor. As operações da Coalizão na Síria não são autorizadas pelo governo sírio ou pelo Conselho de Segurança da ONU.


* Daesh, também conhecido como Estado Islâmico, é um grupo terrorista banido na Rússia e em muitos outros países.

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