Pistas sobre evolução do Universo vêm à tona graças ao Observatório SOFIA

Uma série de resultados científicos do Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha (SOFIA) revela novas pistas de como as estrelas são formadas e o desenvolvimento das galáxias.
Sputnik

Além disso, os resultados mostram uma maneira mais próxima de entender o ambiente da lua Europa, bem como subsolo oceânico do satélite natural.

O observatório espacial utilizado transporta um conjunto de instrumentos com diferentes propriedades de luz infravermelha, fornecendo um maior conhecimento sobre o fluxo da matéria nas galáxias.

"Muitas luzes no Universo são emitidas como luzes infravermelhas que não alcançam a superfície da Terra", afirmou Bill Reach, diretor do Centro Científico SOFIA da Associação Universitária de Pesquisa Espacial.

Diferentemente dos telescópios baseados no espaço, os instrumentos do SOFIA podem ser alterados, reparados ou atualizados para utilizar novas tecnologias.

Segundo David Chuss, físico da Universidade de Villanova, na Pensilvânia, "com o instrumento SOFIA HAWC+, nós podemos agora começar a entender como esses campos influenciam as dinâmicas das regiões, onde gás e poeira estão colapsando para produzir novas estrelas".

'Maiores enigmas da astrofísica': cientistas encontram parte 'faltante' do Universo
O The Astrophysical Journal destacou algumas das observações com base nos resultados proporcionados pelo SOFIA, como os campos magnéticos na Nebulosa de Órion estão prevenindo nuvens formadoras de estrelas a partir do colapso sob a gravidade, o que está regulando a formação de novas estrelas.

Essas informações podem contribuir para uma melhor explicação sobre o número de estrelas em nossa galáxia, além daquelas que poderão ser formadas no futuro. Contudo, se os campos magnéticos inibem o colapso gravitacional das nuvens celestiais em outras regiões da galáxia, o número de novas estrelas pode ser menor do que os modelos previstos atualmente.

Além disso, os campos magnéticos estão obtendo material, mantendo isso em suas proximidades, com o objetivo de ser alimentado dentro do buraco negro na galáxia Cygnus A, o que pode significar que os campos magnéticos regulam a atividade do buraco negro e explicam o motivo de que alguns estão ativamente devorando o material ao seu redor.

Outro ponto é que um mapa de toda a Galáxia do Rodamoinho inclui uma galáxia menor que não está formando novas estrelas nas mesmas proporções do que a maior, com isso, é possível compreender como as estrelas nascem em diferentes ambientes celestes.

Lado escuro do Universo pode ser o caminho mais complicado para a ciência
Já a região conhecida como Sagittarius B1, localizada próxima ao buraco negro, ao centro de nossa Via Láctea, provavelmente faz parte de um grande e jovem complexo formador de estrelas, entretanto, as estrelas foram formadas em outros lugares e são remanescentes de uma geração anterior da formação estelar, incluindo o aglomerado Arches Cluster.

Além disso, os fluídos dinâmicos que podem entrar em erupção a partir da lua de Júpiter, Europa, sugerem que as informações do Galileo e Hubble da NASA possuem uma quantidade maior de água do que em uma piscina olímpica.

O instrumento SOFIA se trata de um Boeing 747SP modificado para transportar um telescópio de 106 polegadas de diâmetros. O programa SOFIA é um projeto conjunto da NASA e do Centro Aeroespacial alemão, com o objetivo de realizar operações e missões científicas.

Comentar