Maduro diz que, se houver intervenção, as perdas dos EUA serão irreparáveis

O presidente venezuelano Nicolás Maduro deu uma entrevista exclusiva ao RT, na qual comentou a crise política vivida no seu país e explicou as razões e possíveis consequências de uma intervenção militar dos EUA na Venezuela.
Sputnik

Nicolás Maduro declarou durante a entrevista ao RT que a razão por que os EUA querem intervir militarmente na Venezuela são os recursos naturais, o petróleo, o gás e o ouro, bem como a "riqueza moral da revolução bolivariana".

"Nós temos armas de destruição em massa? Nós somos uma ameaça para a segurança dos EUA?", perguntou o líder venezuelano.

"O 'casus belli' é a riqueza moral da revolução bolivariana, acabar com uma revolução que dá exemplo de independência e justiça social", afirmou Maduro, assinalando que o presidente dos EUA Donald Trump "deve retirar imediatamente a sua ameaça militar contra um povo pacífico e nobre, o povo da Venezuela".

Segundo Maduro, a diplomacia da paz e a opinião pública mundial devem ajudar a evitar uma invasão norte-americana, que resultaria "irreparável do ponto de vista de perdas militares e humanas" para Washington. Ele prometeu que aproveitaria "cada mídia para pedir ao mundo inteiro que saia em paz para denunciar e deter a loucura de Donald Trump".

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Além disso, o mandatário venezuelano abordou o tema das eleições, ressaltando que "na Venezuela não há falta de eleições", já que durante os últimos 20 anos no país tiveram lugar 25 eleições. As próximas eleições são as legislativas que, conforme o calendário eleitoral, ocorrerão em 2020.

A crise política venezuelana se agravou no dia 23 de janeiro, depois que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protestos antigovernamentais realizados nas ruas de Caracas.

Os EUA, vários países da Europa e da América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram o líder da oposição como presidente interino legítimo do país. A Rússia, China, México, Turquia, Noruega e Uruguai estão entre as nações que manifestaram seu apoio a Maduro como chefe de Estado legitimamente eleito do país.

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