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'Absurdo': na ONU, Rússia questiona ultimato europeu à Venezuela

O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, disse a repórteres neste sábado (26) após um encontro de emergência do Conselho de Segurança da ONU que o ultimato europeu dado à Venezuela é um absurdo.
Sputnik

Mais cedo, O Reino Unido, Alemanha, França e Espanha declaração intenção de reconhecer a autoproclamação do líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela.

O conjunto de países anunciou um "ultimato" ao governo venezuelano do presidente Nicolás Maduro, instando-o a convocar novas eleições. Caso contrário, os países reconheceriam a autoridade de Juan Guaidó.

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"Eu ouvi a UE [União Europeia] falando na Câmara sobre esse ultimato absurdo de 8 dias. Eu imagino qual gênio inventou essa fórmula, que é ridícula. Por que 8 dias? Por que esse é o fim do prazo? Esse não é o caminho para se resolver a crise na Venezuela. Nós condenamos fortemente qualquer ultimato. O que precisamos fazer é facilitar que os lados políticos resolvam essa crise de forma pacífica e que o país volte ao normal", disse Nebenzia.

Na terça-feira (22), a situação política na Venezuela teve uma escalada através da decisão da Assembleia Nacional venezuelana de declarar Nicolás Maduro um usurpador.

Guaidó, na quarta-feira (23), autoproclamou-se presidente interino da Venezuela. Sua decisão foi apoiada por países da região, como Brasil, Argentina e Estados Unidos.

Já Rússia, China, México, Uruguai, além de outros países, expressaram apoio ao governo de Nicolás Maduro como a autoridade legítima da Venezuela.

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