Especialistas: consequências de um ataque de drone submarino russo seriam terríveis

A mídia americana expressou novamente sua preocupação com as capacidades do drone submarino nuclear russo Poseidon, alarmada com a informação sobre os planos da Rússia de adotar 32 aparelhos desse tipo, apelidados de "máquinas do Juízo Final" na imprensa ocidental.
Sputnik

De acordo com Foxtrot Alpha, esses drones equipados com ogivas nucleares são projetados para destruir cidades costeiras e espalhar precipitação radioativa mortal. O autor da publicação, Kyle Mizokami, observa que os EUA e seus aliados não são capazes de se opor a um alvo submarino tão rápido.

Os 32 drones Poseidon serão divididos por igual entre as frotas do Norte e do Pacífico. Assim, os 16 aparelhos da Frota do Norte poderão atingir alvos na Europa, Canadá e na costa leste dos EUA e os 16 drones submarinos da Frota do Pacífico poderão atacar o Japão, a China e a costa oeste dos EUA e Canadá.

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Como é afirmado no artigo, o Poseidon será o maior torpedo do mundo com um diâmetro de 2 metros e um comprimento de 20 metros. Um reator nuclear permitirá atravessar os oceanos Atlântico e Pacífico de forma autônoma. O Poseidon poderá se mover sem ter que determinar sua posição por GPS.

Anteriormente foi afirmado que a capacidade da ogiva seria de até 200 megatons, mas no momento ela tem uma potência de 2 megatons. Mas vale lembrar que duas megatons são 2.000 quilotons, e a explosão nuclear em Hiroshima foi de apenas 16 quilotons, destaca Foxtrot Alpha.

Os drones Poseidon destinam-se à sua colocação em submarinos, a partir dos quais podem ser lançados a distâncias enormes. Além disso, esses aparelhos submarinos russos serão difíceis de deter porque, movendo-se a uma velocidade de 56 nós, são mais rápidos que os submarinos nucleares e torpedos americanos.

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Foxtrot Alpha adverte que 32 drones Poseidon com ogivas nucleares causariam "danos terríveis" aos EUA e a cidades da OTAN, apresentando dois exemplos.

O artigo observa que um ataque a São Francisco, com uma explosão deste torpedo sob a ponte Golden Gate, deixaria mais de meio milhão de pessoas mortas e feridas e espalharia radiação para norte, até Nevada. E um Poseidon que exploda na área da Estátua da Liberdade na baía de Nova York, mataria meio milhão de pessoas e faria mais dois milhões de feridos.

"Neste caso, a radiação teria contaminaria um território até Portland, no Maine. Esses ataques devastadores seriam repetidos contra alvos costeiros, criando um tsunami cheio de detritos radioativos destinados a disseminar a precipitação radioativa dentro do país", descreve Foxtrot Alpha sua imagem apocalíptica.

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O autor da publicação escreve que as bases de submarinos americanos com mísseis balísticos de Kitsap e Kings Bay, localizadas nas costas leste e oeste, estariam na lista de alvos dos Poseidon.

O artigo observa que Poseidon não é uma arma de ataque de antecipação. Ao contrário dos mísseis balísticos intercontinentais, que podem chegar aos EUA em poucos minutos, eles levariam horas ou até dias para atingir o alvo debaixo d'água.

Por isso, ele foi elaborado como arma de segundo ataque, forçando o inimigo a abandonar a ideia de um ataque à Rússia, porque passado algum tempo o inimigo teria na sua costa uma explosão atômica do "torpedo do Juízo Final".

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