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Fim dos vistos para americanos vai fomentar o turismo, garante ministro de Bolsonaro

O Brasil planeja eliminar os vistos de visitantes para os norte-americanos, disse nesta quarta-feira o ministro do Turismo do país, enquanto o presidente Jair Bolsonaro procura reverter a crise no setor de turismo e desenvolver relações mais flexíveis com os Estados Unidos.
Sputnik

A iniciativa do visto faz parte do plano do Ministério de Relações Exteriores para os primeiros 100 dias no poder de Bolsonaro, que assumiu o cargo em 1º de janeiro, declarou o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antonio, à Agência Reuters em uma entrevista.

"Nossa intenção é realmente eliminar pedidos de visto para os americanos", comentou Antonio.

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Bolsonaro ganhou a presidência em uma plataforma populista de direita e é um admirador aberto do presidente dos EUA, Donald Trump. Ele tentou realinhar o Brasil com os Estados Unidos, ao contrário do governo do Partido dos Trabalhadores que liderou o país por 13 dos últimos 15 anos, e favoreceu as relações com outros países em desenvolvimento.

"A esquerda tratou os Estados Unidos como um adversário, mas não o nosso governo", pontuou Antonio. "O presidente Bolsonaro quer abraçar os Estados Unidos como parceiro do Brasil".

O Brasil é a maior economia da América Latina, mas há muito tempo está abaixo do seu potencial no turismo. Atualmente, o país recebe 6,6 milhões de turistas estrangeiros por ano, quase a metade da cidade de Nova York.

O Brasil também buscará eliminar vistos para canadenses, japoneses e australianos, mas o cronograma depende do Ministério de Relações Exteriores, revelou Antonio. Uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores se recusou a comentar.

Atualmente, os cidadãos dos EUA pagam US$ 44 para um visto de dois anos, ou US$ 160 para um de 10 anos.

Antonio disse que a burocracia aumentou para os americanos que querem visitar o Brasil sob o governo do Partido dos Trabalhadores, que apoiaram tratamento igualmente rigoroso para os americanos que buscam vistos brasileiros, como os brasileiros enfrentam quando vão para os Estados Unidos.

Não há qualquer indicativo, porém, que os países cujos cidadãos serão beneficiados possam facilitar a entrada de brasileiros.

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Outros planos para reformar a política de turismo incluem dobrar o gasto do país em propagandas de turismo estrangeiro para mais de US$ 34 milhões até 2023, mencionou Antonio.

Uma meta existente de dobrar as visitas internacionais para 12 milhões por ano até 2022 continua em vigor, acrescentou.

O governo brasileiro também está tentando converter seu conselho nacional de turismo em uma agência, permitindo que ele se associe a empresas privadas como as companhias aéreas, o que atualmente é proibido, concluiu o ministro.

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