Hezbollah planejou ataque surpresa para 'causar terremoto' em Israel, diz chefe militar

O chefe das Forças de Defesa de Israel (FDI), Gadi Eisenkot, afirmou que o Hezbollah planejou atacar o Estado judeu, depois que o xeque Naim Qassem declarou à imprensa que o grupo militar libanês seria capaz de atacar qualquer ponto de Israel com seus mísseis.
Sputnik

Segundo Eisenkot, o Hezbollah planejava usar seus túneis subterrâneos de ataque para invadir e abalar Israel, em uma operação surpresa, enviando de "1.000 a 1.500 combatentes para o nosso lado".

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Ele alegou que o Hezbollah também considerou a possibilidade de "um enorme bombardeio de artilharia das bases das FDI" como um possível meio para encobrir sua invasão. Além disso, o grupo militante supostamente planejava assumir o controle de "um pedaço do território israelense e mantê-lo por semanas".

"Eles disseram que isso é algo por que Israel nunca passou desde a sua fundação, e que isso será uma conquista que vai quebrar a capacidade do Estado de Israel de atacar dentro do Líbano, desequilibrará Israel e causará um terremoto na sociedade israelense", enfatizou.

A declaração foi expressa depois que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou no final de dezembro a conclusão da operação Northern Shield (Escudo do Norte) para destruir os túneis do Hezbollah que entravam dentro do território israelense.

Em um desenvolvimento separado naquele mês, o xeque Naim Qassem, o segundo no comando do Hezbollah, foi citado pelo jornal iraniano al-Vefagh declarando que os mísseis servem para impedir Israel de iniciar outra guerra contra o Líbano, expondo a "frente interna israelense".

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As relações entre o Líbano e Israel têm permanecido tensas por muitas décadas e as tensões aumentaram recentemente em meio às suspeitas israelenses de que o Hezbollah estava sendo usado pelo Irã para travar uma guerra contra Israel.

Israel e o Hezbollah entraram em confronto em 2006, com forças israelenses invadindo o Líbano depois que o Hezbollah sequestrou dois soldados israelenses em um ataque na fronteira. O longo conflito, que durou 34 dias e ceifou a vida de mais de 1.300 pessoas, foi interrompido por um cessar-fogo mediado pela ONU.

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